Como o crime compensa no Brasil!!!

Publicado em   03/jun/2013
por  Caio Hostilio

crime compensaEssa matéria do JB abaixo só vem reforçar o que eu disse no artigo “O crime compensa? No Brasil compensa!!!”, publicado no dia 31 de maio de 2013… A impunidade é uma maravilha!!!

Angelo Calmon de Sá: processos e impunidade

untitledCom mais de 30 processos criminais, muitos ainda sem decisão de sentença, Angelo Calmon de Sá continua em liberdade, mesmo após ter sido condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 13 anos de reclusão por gestão fraudulenta de instituição financeira. O ex-dono do Banco Econômico obteve recentemente uma redução da pena, e só cumprirá quatro anos e meio em regime semi-aberto. Permanecerá não pagando o que deve, nem mesmo à Justiça.

Calmon segue em liberdade, agindo em seu benefício colocando advogados seus para atuar na massa falida do Banco Econômico, do qual foi dono, liquidado pelo Banco Central em 1995.

A lista de prejudicados com as “jogadas” do ex-banqueiro parece tão grande quanto a relação de irregularidades cometidas. Pequenos correntistas ficaram bom tempo sem receber o dinheiro que lhes pertenciam e mais de três mil brasileiros ficaram desempregados.

Calmon de Sá sempre teve a benesse da blindagem. Quando foi ministro era blindado por Antonio Carlos Magalhães e pelos generais. Posteriormente, foi blindado pelo jurista Márcio Thomaz Bastos, indicado a ele por ACM, e que posteriormente viria a ser ministro de Estado, homem forte do governo. A “sorte” sorriu mais uma vez para o ex-banqueiro. Segundo notícia  de um grande veículo de comunicação, Calmon de Sá quase teve seu processo arquivado no Banco Central por obra e graça do conhecido Marcos Valério. Calmon de Sá teria feito mais caridade devolvendo o dinheiro que tomou do povo do que presidindo a Fundação irmã Dulce, na Bahia. 

Histórico de escândalos

Calmon de Sá sempre andou às voltas com a Justiça, mesmo nos tempos em que era o todo poderoso ministro da Indústria e Comércio do Governo Geisel, em plena Ditadura Militar. Em 1975, o Banco Econômico emitiu um cheque sem fundos, que acabou se transformando num dos grandes escândalos da Ditadura.  Mesmo assim, devido à proteção dos generais, Calmon de Sá não foi demitido do cargo e em seguida aprontou novamente.

Dois anos após o cheque sem fundo, o Banco Econômico fez um empréstimo ao Botafogo, mas o clube não teve condições de honrar o compromisso. O banqueiro então, para evitar o prejuízo, conseguiu transferir a dívida para a Caixa Econômica Federal que assumiu o débito e o Botafogo acabou perdendo sua sede em General Severiano. Mesmo com a perda do patrimônio, o valor do empréstimo ao clube nunca foi recuperado integralmente e esse débito acabou sendo pago por todos os brasileiros.

Nos anos 90, já em sérias dificuldades, o Banco Econômico recebeu R$ 3 bilhões do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), que não foram suficientes para evitar a intervenção do Banco Central, em 1995. Com o anúncio da intervenção, uma verdadeira tropa de choque de políticos acorreu ao Palácio do Planalto para tratar com o presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o fato. No entanto, a maior e verdadeira preocupação dos políticos que apoiavam o banqueiro não era com a situação em que se metera Calmon de Sá, mas com um documento que se encontrava nas dependências do Banco Econômico, sob intervenção.

Uma “PASTA ROSA”, contendo todas as doações de campanha feitas por Calmon de Sá a muitos políticos poderosos da época – entre eles Antonio Carlos Magalhães – foi achada pelo interventor do BC propositalmente jogada numa das salas da diretoria do Banco, com o claro intuito de que seu conteúdo fosse revelado e divulgado amplamente, como realmente acabou acontecendo. A pasta, na verdade, vinha servindo para chantagear os políticos que estavam na lista de doações e com suspeita de depósitos no exterior. Eles pretendiam evitar a divulgação da lista, mas todos os nomes acabaram sendo revelados. Ainda nessa época, Calmon de Sá teve um time de importantes advogados que o defenderam nas ações que começavam a pipocar na Justiça. Posteriormente, um desses advogados tornou-se ministro de Estado.  

Calmon de Sá também tinha interesse em empresas de comunicação e tentou envolver jornalistas em seus negócios e até adquirir uma empresa da área, que se encontrava em dificuldades financeiras, com empréstimos feitos pelo Banco Econômico, que também enfrentava dificuldades. Conforme publicado em importantes veículos de comunicação, o banqueiro baiano tentou também que o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, intercedesse junto ao Governo Federal para extinguir a intervenção em seu banco e, ainda por cima, pretendia receber de crédito R$ 4 bilhões, que ele achava ter direito. De acordo com informações do Banco Central, a dívida hoje do Econômico já chega a R$ 18 bilhões.

  Publicado em: Governo

One Response to Como o crime compensa no Brasil!!!

  1. Arrosto Carvalho says:

    A Parada gay, o Código Penal e a liberdade de expressão.

    Quando li ontem a matéria do Roberto Kenard sobre a parada gay, achei muito interessante e passei a refletir sobre o assunto. O que ocorre nas chamadas paradas do orgulho GLBTTSetc. é além de um ato cívico, um auto de liberdade de expressão e de livre manifestação, constitucionalmente protegido. Entretanto, há um porém, os excessos. Quando vejo algumas fotos ou imagens desses eventos claramente percebo alguns atos criminosos tipificados nos artigos 233 e 234 do Código Penal Brasileiro (Art. 233. Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público: Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa. / Art. 234. Fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda, para fim de comércio, de distribuição ou de exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.). Fica a pergunta: porque esses atos criminosos nas paradas gays são tolerados pelas autoridades? Se alguém por necessidade fisiológica faz “xixi” no poste em local público pratica ato obsceno, se alguém manda “dedo” ou uma “banana” pra alguém pratica ato obsceno. Lembro de uma matéria publicada na Folha onde ativistas foram presas pelo crime de ato obsceno (Saiu na Folha de quinta (18/8/12):“Ativistas da Femen são presas durante protesto em São Paulo. Três ativistas brasileiras da Femen – organização feminista criada na Ucrânia conhecida por fazer protestos sem roupa – foram presas ontem, em São Paulo.). Se a lei é igual para todos porquê não se aplica nas paradas gays? Respondo, porque se alguém se atreve a questionar um “traveco” com a genitália e o “traseiro” expostos e ainda com um “consolo” pendurado no pescoço desfilando em plena Av. Paulista durante a parada gay vai ser taxado de HOMOFÓBICO. Mas pra desespero geral não é só nas paradas gays que ocorrem esses absurdos, recentemente em Vitória-ES, houve uma manifestação denominada “Parada das Devassas”, onde lésbicas, gays, GLBTTSetc, expuseram suas genitálias, colocaram os seios à mostra e exibiram objetos obscenos, isso tudo nas escadarias de uma Igreja Evangélica, segundo eles, para protestar contra a HOMOFOBIA. Mas onde fica a liberdade de expressão dos pastores evangélicos, não há? ou será que só os GLBTTSetc. é que podem se manifestar nesse país? onde está a liberdade de crença? onde estava a polícia que permitiu esse vilipêndio a um templo religioso. Então, andar pelado acenando objetos obscenos em nome da liberdade gay pode, mas exercer o livre direito de discordar desse movimento dentro de um templo religioso não pode. A coisa chegou ao extremo. Liberdade não é isso. Não concordo com os excessos do pastor Silas Malafaia, mas defendo o direito dele se expressar, e de quem quer que seja. Até a liberdade de imprensa está ameaçada por esse movimento, mingúem pode falar deles, eles podem tudo? Como diz meu amigo Renato Sousa, “ora, me compre um bode!”

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