Encontro do PMDB: Maioria é contra lista fechada

Publicado em   29/abr/2011
por  Caio Hostilio

Está acontecendo nesse momento, o Encontro do Diretório Estadual do Maranhão PMDB, na Assembléia Legislativa. O assunto de maior evidência foi a lista fechada como uma das propostas da Reforma Política. Ficou evidente que a maioria esmagadora dos representantes é contra a lista fechada.

De acordo com a visão do senador João Alberto e os deputados federais Gastão Vieira, Chiquinho Escórcio, Luciano Moreira e Alberto Filho, será muito difícil a reforma Política ser aprovada e sancionada a tempo de ser aplicada para as eleições de 2012.

Vale ressaltar sempre que o brasileiro não tem o hábito de votar em partidos. Buscam os eleitores aqueles nomes com os quais se identificam. Mas esses nomes são capazes de representar os interesses de seus eleitores, acima da organização das bancadas e das orientações de legenda?

Segundo analistas políticos, a lista fechada não vai passar na Câmara Federal, porque o entendimento de muitos deputados federais, não aceita essa proposta, porque não querem estar atrelados ao ‘caciquismo’.

Na verdade, não existe uma cultura política no país de votar em partido político, mas em pessoas que estão trabalhando em prol da comunidade, representantes de classes entre outros.

Por outro lado, os defensores da lista fechada querem valorizar e fortalecer seus partidos, o que foge à regra da política brasileira de uma forma geral. Esses defensores sabem qual a ideologia de seus partidos? Conhecem os programas de seus partidos como um todo? Com isso, fica evidenciado que esses políticos não conhecem o povo que vai às urnas votar.

Eu, como eleitor, nunca ouvi falar de nenhum eleitor que tenha votado no PMDB, PT, PSDB, PDT, PSB ou PCdoB. Mas sei de quem votou em pessoas.

Em minha opinião, a lista fechada vai cacifar os caciques políticos do país, porque eles sabem como funcionam os partidos políticos brasileiros. Vale sempre lembrando que quem é o mandatário maior é o presidente do partido e os três que estão abaixo dele, com isso não vão trabalhar para eleger os que estão mais abaixo.

Quanto ao item do financiamento de campanhas, outro assunto debatido, vejo que a continuação de doações do sistema privado e doadores particulares (pessoas físicas ou jurídicas) contribuem para seus candidatos seja mantido, desde que seja aprimorada a fiscalização através da Receita Federal, que pode se valer da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para fiscalizar de forma que realmente seja gasto apenas aquilo que foi acordado.

Pelo que tenho acompanhado, o financiamento público de campanha vai contra os anseios da sociedade que não vai querer ver seu dinheiro, oriundo do pagamento de impostos, sendo utilizado para bancar campanha políticas. Será que verdadeiramente daria uma igualdade a todos?

Diante do exposto, espera-se que a reforma política dê condições igualitárias a todos, cujo todos os cidadãos possam se candidatar a qualquer cargo, com chances de disputar e ganhar.

  Publicado em: Governo

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