Você aceitou o questionamento crítico?

Publicado em   27/dez/2012
por  Caio Hostilio

imagesCA6ODJT3Fiz essa pergunta antes das eleições de 2012 aqui nesse blog. Passou-se a campanha eleitoral, a eleição do candidato Edivaldo Holanda Junior e vieram vários questionamentos críticos salutar de diversos colegas das mais diversas linhas editorais e de pensamento.

Pude ler muito desses textos e posso afirmar que foram questionamentos que se fossem num país realmente com uma democracia consolidada seriam mensurados e tirados diversos proveitos mesmos.

Creio que os políticos brasileiros, em sua maioria, os empresários e a classe “A” brasileira ainda não conseguem digerir o senso crítico e eles vêem isso como uma ofensa pessoal e não como agentes públicos ou membros que representam uma sociedade de certa coletividade.

Que cada jornalista mensure seus textos desde quanto eu publiquei “Você aceita o questionamento crítico?” e veja se os seus questionamentos críticos foram aceitos.

Eis o texto:

Não poderia deixar de fazer esse questionamento, depois das últimas informações sobre as eleições de 2012 e 2014, no Maranhão. Observa-se que os homens ainda não absorveram a importância do questionamento crítico para o crescimento intelectual da coletividade e dele mesmo como membro integrante do coletivo. O questionamento crítico é fundamental para que a democracia se consolide…

O principal aspecto de qualquer texto conceitual é a qualidade do conteúdo. Ele envolve dados, informações e idéias selecionadas e organizadas que expressam a visão crítico-analítico de quem redige. Tal material costuma estar apoiado em uma ciência, em uma disciplina, em uma área de conhecimento, ou em várias delas ao mesmo tempo. Deve, portanto, respeitar a veracidade de informações, conceitos e dados consagrados — social, cultural e historicamente aceitos como válidos. Isso não significa, porém, que conceitos e dados consagrados não possam ser questionados. Claro que sim. O trabalho intelectual implica questionar posições consagradas, acrescentar novidades, expor idéias. Aliás, o ensaio, em suas principais variantes, é a forma mais significativa de registro dessas novidades.

Vale ressaltar que o conteúdo de um ensaio pode questionar o conhecimento já existente sobre o assunto abordado ou apoiar-se nele. Sabemos que as mudanças são inevitáveis e necessárias, em todos os campos da atividade humana. Uma postura conservadora em relação à cultura, aos costumes e aos valores, que despreze a possibilidade evolutiva, é uma postura reacionária.

Por outro lado, é preciso saber que nada é verdade absoluta, visto que em qualquer área de conhecimento, não se pode considerar o que foi aprendido como verdade absoluta, imutável. Isso seria um erro. Se observarmos os conteúdos de textos, trabalhos e projetos verdadeiramente revolucionários, seja no social, na política e na economia, veremos que estes se caracterizam pela crítica ao conhecimento já existente e, portanto, pela crítica e reformulação da tradição cultural precedente.

Diante do exposto, é necessário que o homem esteja sempre disposto a debater as críticas e os questionamentos, porém nunca repudiá-los, pois dessa forma estará cerceando o direito de expressão. Não se pode achar que estaremos livres dos questionamentos críticos e que somos os detentores do saber e do posicionamento da coletividade como um todo. É preciso aprender a questionar criticamente no campo das idéias e aquelas que forem aceitas pela maioria da coletividade, com certeza darão o rumo que se espera, haja vista que democracia é saber respeitar o desejo da maioria.

  Publicado em: Governo

One Response to Você aceitou o questionamento crítico?

  1. Fernando disse:

    Meu amigo voce esclarece muito bem esse assunto nao somente neste seu texto mas em tantos outros que vc ja escreveu, fora tambem em muitas de suas respostas para os mais diversos visitantes do seu blog. Muitos daqueles que visitam e comentam aqui no seu blog, nao possuem o minimo ou talvez nada de conhecimento em relacao aos muitos assuntos aqui expostos por vc, que dirá idéias, ou melhor dizendo, discutir no campo das ideias. Digo sempre (vc tbm) que a maioria das pessoas gostam de falar o que escutam, ou fruto de conversas com outras pessoas que tambem nao sabem de nada e nao procuram pesquisar, se inteirar do assunto, enfim, falam por falar porque “acham” que é aquilo e pronto. Como que poderemos ter debates saudaveis?? Nunca
    Se um dia voce convidasse pelo menos uns 10 para participarem de uma mesa redonda, eu duvido se iriam!! Porra nenhuma, o mundo que essas pessoas vivem infelizmente é diferente. Uma pena.

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