Falam tanto em mudança e no novo, mas não aceitam o questionamento crítico…

Publicado em   25/nov/2012
por  Caio Hostilio

Um dos grandes males da educação brasileira se sustenta exatamente na não aceitação do questionamento crítico do corpo discente. Como uma escola pode ser prazerosa se você não pode expressar seus pensamentos? Não adianta escola bonitinha, climatizada e cheias de laboratórios, se o ensino/aprendizagem ainda é avaliado a resposta que o professor impõe com suas provas objetivas. Até os concursos públicos e o vestibular continuam seguindo essa fórmula retrógada. Por que um aluno tem que marcar um “X” na resposta Pedro Álvares Cabral, numa pergunta: Quem descobriu o Brasil? Quantos alunos não tiveram a vontade em responder que o Brasil não foi descoberto, mas sim achado por Pedro Álvares Cabral, visto que aqui já existiam povos?

E é nesse mesmo sentido que os políticos e seus seguidores não aceitam o questionamento crítico, pois foram formados com a concepção que somente eles estão certos. Foi com esse pensamento que fiz no dia 09 de setembro de 2011 o artigo “Você aceita o questionamento crítico?”, isso visando já as eleições de 2012.

Vamos ao texto:

Não poderia deixar de fazer esse questionamento, depois das últimas informações sobre as eleições de 2012 e 2014, no Maranhão. Observa-se que os homens ainda não absorveram a importância do questionamento crítico para o crescimento intelectual da coletividade e dele mesmo como membro integrante do coletivo. O questionamento crítico é fundamental para que a democracia se consolide…

O principal aspecto de qualquer texto conceitual é a qualidade do conteúdo. Ele envolve dados, informações e idéias selecionadas e organizadas que expressam a visão crítico-analítico de quem redige. Tal material costuma estar apoiado em uma ciência, em uma disciplina, em uma área de conhecimento, ou em várias delas ao mesmo tempo. Deve, portanto, respeitar a veracidade de informações, conceitos e dados consagrados — social, cultural e historicamente aceitos como válidos. Isso não significa, porém, que conceitos e dados consagrados não possam ser questionados. Claro que sim. O trabalho intelectual implica questionar posições consagradas, acrescentar novidades, expor idéias. Aliás, o ensaio, em suas principais variantes, é a forma mais significativa de registro dessas novidades.

Vale ressaltar que o conteúdo de um ensaio pode questionar o conhecimento já existente sobre o assunto abordado ou apoiar-se nele. Sabemos que as mudanças são inevitáveis e necessárias, em todos os campos da atividade humana. Uma postura conservadora em relação à cultura, aos costumes e aos valores, que despreze a possibilidade evolutiva, é uma postura reacionária.

Por outro lado, é preciso saber que nada é verdade absoluta, visto que em qualquer área de conhecimento, não se pode considerar o que foi aprendido como verdade absoluta, imutável. Isso seria um erro. Se observarmos os conteúdos de textos, trabalhos e projetos verdadeiramente revolucionários, seja no social, na política e na economia, veremos que estes se caracterizam pela crítica ao conhecimento já existente e, portanto, pela crítica e reformulação da tradição cultural precedente.

Diante do exposto, é necessário que o homem esteja sempre disposto a debater as críticas e os questionamentos, porém nunca repudiá-los, pois dessa forma estará cerceando o direito de expressão. Não se pode achar que estaremos livres dos questionamentos críticos e que somos os detentores do saber e do posicionamento da coletividade como um todo. É preciso aprender a questionar criticamente no campo das idéias e aquelas que forem aceitas pela maioria da coletividade, com certeza darão o rumo que se espera, haja vista que democracia é saber respeitar o desejo da maioria.

  Publicado em: Governo

2 Responses to Falam tanto em mudança e no novo, mas não aceitam o questionamento crítico…

  1. detetive disse:

    Caio! esse artigo deveria ficar exposto na entrada da câmara municipal, pois os vereadores esqueceram o sentido de suas funções durante a administração CAOSTELO. A CRÍTICA E O QUESTIONAMENTO são pilares fundamentais em um regime democrático, ninguém é perfeito e dono da razão, o importante é a soma de idéias duramente debatidas e questionadas.

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