Gil Cutrim reúne educadores para explicar crise financeira nos municípios

Publicado em   22/nov/2012
por  Caio Hostilio

Prefeito e vice-presidente da FAMEM fez uma explanação detalhada sobre a situação ocasionada, principalmente, pela queda de repasses do Fundo de Participação dos Municípios.

Durante encontro de trabalho promovido nesta última quarta-feira (22), o prefeito Gil Cutrim (PMDB) conversou com os professores da rede municipal de ensino de São José de Ribamar e fez uma explanação detalhada sobre a situação financeira delicada pela qual passa todos os municípios brasileiros devido a queda de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) constatada nos últimos meses.

Tal situação, de acordo com o prefeito e vice-presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), está prejudicando consideravelmente as administrações municipais que, em muitos casos, estão ficando sem fôlego financeiro para trabalhar. “Em São Joséde Ribamar, tivemos que tomar algumas medidas com os objetivos de garantir o bom funcionamento da máquina pública, continuar pagando em dia o funcionalismo e dar prosseguimento as obras e serviços em diversos setores. Só para se ter uma ideia, encerraremos o ano de 2012 com um déficit orçamentário de mais de R$ 15 milhões, fruto das constantes perdas de repasses do FPM por parte do Governo Federal”, explicou.

Gil Cutrim aproveitou o encontro de trabalho, convocado por ele próprio e do qual participaram centenas de professores e representantes do núcleo do Sinproesemmaem São Joséde Ribamar, para prestar esclarecimentos aos educadores sobre o não pagamento, este mês, do chamado 14º salário.

Segundo o prefeito, os recursos disponibilizados pelo Governo Federal, através do Fundeb, foram utilizados pelo município no cumprimento de acordos estabelecidos com a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos Profissionais do Magistério, dentre eles o pagamento, aos professores da rede municipal de ensino, das progressões e promoções e de dois reajustes salariais – um de 15% e outro de 22% — além do pagamento mensal dos salários dos profissionais da área.  

Como o Governo Federal não efetuou nenhum pagamento de complementação para o Fundeb, o município de São José de Ribamar não pôde pagar o 14º até o momento. É importante ressaltar que o pagamento do 14º não é uma obrigatoriedade, podendo o município fazê-lo, de acordo com o que reza a lei municipal nº 939/11, somente quando existir reserva de recursos – seja do Fundeb, do FPM ou do próprio tesouro municipal – o que, infelizmente, São José de Ribamar não dispõe no momento.

“Assim como vocês, professores, estou indignado com esta situação imposta ao município pelo Governo Federal. Recentemente, estive em Brasília e vários ministros sinalizaram no sentido de, até o final do ano, promover compensações financeiras que possam modificar o quadro de crise pelo qual passam as prefeituras brasileiras. Estamos esperançosos para que, de fato, estas compensações sejam implementadas”, finalizou o prefeito.

  Publicado em: Governo

10 Responses to Gil Cutrim reúne educadores para explicar crise financeira nos municípios

  1. Pau de Dar em Doido disse:

    E aí meu amigo Caio, tô te vendo nessa foto, pq sei que esse negócio de sala de aula, giz, apagador e professor é contigo, eu só não sei de que, mas tudo bem!!!! outro dia fui lá em Coroatá e o povo de lá sente uma saudade doida de ti, teve gente que me disse que ficou foi pior desde quando tu foste o magnifico da educação de lá, pq essa pessoa até escrevia, mas depois que tu passou por lá, ela tá tendo de se expressar por meio de libras, pq até muda ela ficou… kkkkkkkkkkk

  2. gaudio disse:

    Brincadeira!!!??? Quer dizer que o municipio ñ tem dinheiro??!!!Engraçado isso acontecer logo após as eleições municipais!!! É “ele” é um exemplo de adminstração!!! Realmente!!!

    • Caio Hostilio disse:

      Procure se informar da situação, que é dos Estados e de todos os Municipios brasileiros, Pacto federativo vem tentando reverter essa situação, principalmente com a diminuição dos repasses em virtude da diminuição do IPI e da divisão do ICMS.

      • gaudio disse:

        Pra vc que é “super imformado” é fácil! Mas p/ nós professores de verdade é outra coisa! Até hj nda de melhorias, podemos ficar discutindo aqui o dia inteiro e ambos teriam argumentos, mas contra fatos ñ há argumentos, enquanto isso na sala de justiça as festas de “dele” troam na noite tudo regado do bom e do melhor!

  3. gilberto disse:

    Desse grupo nada de bom pode-se esperar, isto já estva previsto, o povo de Ribamar foram iludidos, tal pai, tal filho, a forma de pensar politicamente é a mesma. Nosso país precisa mudar, educando o seu povo e o politizando, nós somos a vergonha nacional em educação e em outors aspectos, eles não qurem que o povo se eduque, e se politize, eles querem ficar sempre mandando no voto do povo fazendo-as de massa de manobra e as consequencias são as piores possivies. Vou cidade de Pastas Bons e vou chegar até essas cidades ver de perto e procurar ter conhecimento das causas desse desempenho negativo, como educador me preocupa esse cenário e prentendo escrever um livro sobre o ensino publico no Maranhão. O gil deu uma de esperto foi no ponto principal da propaganda do seu governo e reuniu logo com os professores, porque se paralisar vai ser um Deus me acuda, e os estudantes seriam os mais prejudicados, mais vai valer o bom senso dos professores que estão exausto e são dignos de boas ferias, nas com o dinheiro no bolso.

    • Caio Hostilio disse:

      Você está fazendo uma acusação leviana e canalha. procure saber das condições em estão passando todos os municipios brasileiros nesses últimos meses com referencia a repasses, principalmente em consequencia do IPI e do ICMS e depois debata dentro do assunto coerentemente.

  4. Gilberto disse:

    Não estou fazendo acusações levianas nem tão pouco canalhas, vc é que não quer enxergar, tenho sim, responsabilidade e ética com a minha profissão, mesmo sabendo que o salario não é compensador, mas não me escondo atrás de politicos para falar bem de um trabalho que a meus olhos está errado, disto tenho minha consciencia tranquila, por está razão sou considerado pelos colegas de trabalho um educador profissinal com qualidade que veste a camisa da educação, com a certza de um dia este país possa oferecer a sociedade um ensino publico de qualidade, não me vendo, não me curvo, sou independente, tenho dignidade. Quanto a queda do fundo de participação dos municipios todos estão passando por este problema, mas a verba do FUNDED, destinada aos municipos não diminuiu, os municipios tem que produzir para que o percentual do FPM destinado, venha a crescer, se vc tem memoria, pergunto-lhe quantos prefeitos e esses prefeitos estão sendo processados e condenados pelo ministerio publico por desvio de recursos e foram para Brasilia brigar pelo aumento de verbas do fundo de participação, fizeram foi deixar oos municipios arrasados e ficaram mais ricos, essa é a realidade que o amigo não quer enxergar. Te digo mais, não se pode prometer aquilo que não se pode cumprir, isto é fato.

    • Caio Hostilio disse:

      claro que na educação diminui meu caro amigo, pois o município entra com 25% de contrapartida. Por isso, que digo que é preciso conhecer administração pública, caso contrário termina sempre falando coisas dentro do senso comum. Tanto na educação quanto na saúde, o municipio tem que entra com sua contrapartida, na educação é 25% e na saúde 15%.

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