As artimanhas de Eduardo Campos esvaziam… Na Câmara, Henrique Alves pavimenta sua candidatura

Publicado em   19/nov/2012
por  Caio Hostilio

Congresso em Foco

Pelo menos nove partidos já confirmaram apoio ao nome do líder do PMDB. Júlio Delgado, do PSB, corre por fora, mas seu nome perdeu força nas últimas semanas

Com o apoio do PT e de pelo menos outros oito partidos, Henrique consolida sua candidatura à presidência da Câmara

No Senado, Renan Calheiros resiste em confirmar sua candidatura. Mas seu colega na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), está com sua candidatura confirmada e com pelo menos nove partidos confirmados na sua campanha. O bloco PR, PT do B, PRP, PHS, PTC, PSL e PRTB, com 44 deputados, o PCdoB, com 15, e o PT – maior bancada da Câmara, com 85 deputados – apoiam Alves. A esses, somam-se os 78 deputados do próprio PMDB.

Nas últimas semanas, a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG), apontada como uma possibilidade real de vencer o peemedebista, sofreu um revés. Era tido como certo o apoio do PSD, quarta maior bancada da Câmara, ao socialista. Porém, na semana passada o partido passou a pender para Alves. Se for confirmada a adesão da nova legenda ao atual líder do PMDB na Casa, a campanha de Delgado perde fôlego. Acabou por pesar contra Júlio Delgado o peso do ótimo desempenho do PSB nas eleições municipais. Como o PT passou a acreditar que a estratégia do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB, é começar a descolar seu partido do PT para vir a se apresentar como alternativa em 2014 à sucessão da presidenta Dilma Rousseff, a candidatura de Júlio Delgado passou a ser vista como parte dessa estratégia. Assim, o PT e o governo passaram a trabalhar intensamente para esvaziar tal possibilidade.

Ao contrário do Senado, o PMDB da Câmara não tem a maior bancada. Por isso, para a candidatura de Alves decolar, foi necessário um acordo em 2010. Os petistas, em troca do apoio peemedebista a Marco Maia (PT-RS), comprometeram-se a abdicar da candidatura, mesmo tendo o maior número de deputados. Ao PT restará a primeira vice-presidência, disputada internamente entre os deputados André Vargas (PT-PR) e Paulo Teixeira (PT-SP).

  Publicado em: Governo

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