País das contradições

Publicado em   03/nov/2011
por  Caio Hostilio

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$2,9 bi no 3o tri

O Banco do Brasil teve lucro líquido de 2,9 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de 11,2 por cento sobre o mesmo período de 2010, informou a instituição financeira nesta quinta-feira. Nos nove primeiros meses do ano, o BB registrou lucro líquido recorde de 9,2 bilhões de reais, resultado 18,9 por cento maior que o do mesmo período de 2010. O resultado recorrente foi de 8,7 bilhões de reais de janeiro a setembro, segundo o banco. A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, chegou a 441,6 bilhões de reais em setembro, alta de 21 por cento em 12 meses. O BB somou 949,8 bilhões de reais em ativos totais, crescimento de 19,2 por cento frente a um ano antes, permanecendo na liderança em ativos na América Latina, segundo comunicado da companhia.

Preços de passagens aéreas sobem 40,96% em setembro e outubro

Os brasileiros que pretendem viajar neste fim de ano, não importa se para dentro ou fora do país, devem preparar o bolso. As passagens de avião estão subindo num ritmo alucinante. As tarifas ficaram 40,96% mais caras só no acumulado de setembro e outubro. Tomado isoladamente, esse foi o item que mais pesou na elevação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo –15 (IPCA–15), considerado uma prévia do indicador oficial de inflação, por dois meses seguidos. A má notícia para os turistas não para por aí: as companhias aéreas, que decidiram recuperar a margem de lucro, vão manter os preços nas alturas para melhorar os resultados na alta temporada do fim de ano. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), os reajustes atendem à necessidade das companhias de repassar aumentos de custos, como o de combustíveis. O querosene de aviação, que responde por um terço do total dos gastos das empresas, acumula alta de 26,23% nos 10 primeiros meses do ano, nos cálculos do Snea. Embora o setor evite assumir, a recomposição das tarifas também responde à pressão dos acionistas, que querem reverter os resultados ruins ao longo de um ano em que tiveram prejuízos ou reduziram drasticamente os lucros. A Gol, por exemplo, registrou perdas de R$ 358 milhões no segundo trimestre, um resultado sete vezes pior do que o de igual período em 2010.

Esse debate não é como muitos pensam… O novo retrato da pobreza dos brasileiros, 5 milhões em situação degradante

A menos de 20km do Plano Piloto, área central de Brasília famosa pelo alto padrão de vida, está o barraco de madeira onde mora Elilson Gonçalves Pereira. Na casa de dois cômodos localizada na Vila Estrutural, o banheiro é improvisado, não há água encanada nem rede de esgoto, a eletricidade vem de gambiarras para funcionar o único eletrodoméstico do lar, uma televisão de madeira fabricada na década de 1970. Para cozinhar, o maranhense de 37 anos usa lenha. “Nesse tempo de chuva, a madeira molha. Tem hora que desisto de acender”, conta, ao tentar fazer o fogo pegar. Atualmente desempregado, o homem que já foi resgatado como escravo em uma carvoaria no Pará antes de desembarcar no Distrito Federal para tentar a vida, representa bem o Índice de Pobreza Mutidimensional (IPM), divulgado ontem pelas Nações Unidas, que mede privações múltiplas e simultâneas em serviços essenciais, retirando apenas da renda o critério para avaliar o bem-estar social da população. Pelo IPM, o Brasil tem 2,7% da população em pobreza multidimensional. Isso significa 5 milhões de pessoas com privações graves em pelo menos 30% dos indicadores avaliados — entre os quais destacam-se nutrição, energia para cozinhar, banheiro e tipo de piso na residência. Embora o número represente duas vezes a quantidade de moradores do Distrito Federal, especialistas apontam que o dado está subestimado. “É uma estimativa conservadora se considerarmos que a situação de brasileiros com insegurança alimentar de moderada a crítica é de 11%. O IPM faz o seu papel ao traçar uma linha de pobreza alheia à renda, mas funciona melhor para países em condições extremas, como a Índia. Lá, a questão epidemiológica, por exemplo, depende muito da qualidade da água. Para o Brasil, isso não faz tanto sentido. Nossas privações são outras. Por isso, a questão nutricional talvez seja uma medida melhor”, opina o especialistaem pobreza Flávio Comim, pós-doutor em economia pela Universidade de Cambridge e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

  Publicado em: Governo

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