Isso é inovação!!! Hospital Geral realiza procedimento inédito na rede pública no Maranhão

Publicado em   03/mar/2013
por  Caio Hostilio

Para inovar não é preciso fazer alardes falsos e mendigar ao contribuinte ajudas de forma hipócrita, haja vista que verbas públicas para saúde, educação, infraestrutura e para o bem-estar social nesse país, nas três esferas governamentais (federal, estadual e municipal) sempre existiram. O que sempre faltou foi homens comprometidos com a coisa pública e honestos em aplicar os recursos. Para inovar basta quer e saber aplicar corretamente os recursos. Gestão pública não é brinquedinho para politiqueiros fazerem média e, ainda, tentar ludibriar o povo de que os recursos são escassos. Esses canalhas não passam de mentirosos safados!!!

Foto 1 - ..[1] saudeO Hospital Estadual de Alta Complexidade Tarquínio Lopes Filho (Geral) é a única unidade de saúde pública do Maranhão a realizar a cirurgia deAbordagem Endoscópica dos Canais Biliares e Pancreáticos – a Colangiopancreatografia Endoscópica Retrograda (CPRE). O procedimento é indicado para pacientes com inúmeras enfermidades, entre as mais frequentes estão coledocolitíase (cálculos nos canais das vias biliares), pancreatite aguda biliar, estenoses biliares (benignas ou malignas), tumores periampulares, fístulas biliares ou pancreáticas­­­­­.

Foto 2 - ..[1] saudeO gastroenterologista maranhense Elian Oliveira Barros explicou que, diferente dos outros exames endoscópicos (endoscopia digestiva alta e colonoscopia), a CPRE somente pode ser realizada em centro especializado onde se dispõe de equipamentos com recursos de radioscopia (hemodinâmica) e de aparelho endoscópico de visão lateral (duodenoscopio). “É um dos procedimentos endoscópicos mais complexos, seja pela grande variedade anatômica e doenças da papila e da árvore bílio-pancreática, seja pela complexidade dos equipamentos e profissionais especializados envolvidos”, disse.

Este procedimento, pela primeira vez, se encontra disponível na rede pública de saúde. No último semestre, aproximadamente 50 foram realizados no Hospital Geral. Elian Barros afirma que este tratamento para cálculos e bloqueios era feito por via aberta (cirurgia) e atualmente é recomendado porque é mais simples e seguro do que as cirurgias comuns. Um aparelho parecido com um endoscópio convencional, só que com visão lateral, é introduzido pela boca do paciente “Diminui a dor, o período de cicatrização e, consequentemente, o tempo de permanência no hospital. Caso não ocorram complicações, o paciente é liberado após o efeito anestésico”, informou.

O CPRE é o exame usado para diagnóstico e tratamento de distúrbios do pâncreas, fígado e vesícula biliar. O médico passa um tubo fino, longo e flexível (duodenoscopio) através da boca do paciente. É feito raio-X detalhado dos ductos, após injeção de um corante no orifício de drenagem (papila). Se necessário, pequenas amostras de tecido (biópsias) podem ser colhidas (indolor) para análise laboratorial detalhada. Alguns tratamentos também podem ser feitos.

Preparação do paciente

Para ser submetido a PCRE, o paciente precisa estar com estômago vazio, não comer, nem beber nas oito horas que antecedem o exame. Caso tenha que tomar alguma medicação, usar pequenos goles de água. Não tomar antiácidos. Como será realizado raio-X, deverá informar sobre a possibilidade de gravidez.

O exame é realizado em uma mesa de raio-X. A garganta é anestesiada com spray. Para que o paciente adormeça e fique relaxado, é aplicada uma injeção de sedativo na veia. Um bocal é colocado na boca para proteger os dentes. O paciente é deitado sobre seu lado esquerdo ou de brusco com o braço esquerdo para trás. O médico passa o endoscópio através da boca do paciente, que descerá pela garganta. O aparelho não causa dor, nem irá interferir na respiração. Durante o exame (30 a 90 minutos), o paciente não deve engolir a saliva, nem tentar colocá-la para fora da boca. Sua única preocupação é respirar.

Se o paciente for de ambulatório (não internado), deverá ficar de observação por cerca de 1 hora, até que os principais efeitos da medicação usada desapareçam, e deve estar com acompanhante para levá-lo para casa. “Neste dia não deve dirigir, operar máquinas ou tomar decisões importantes, já que a sedação diminui seus reflexos e raciocínio. Sua garganta pode ficar adormecida ou levemente irritada. Não deve ingerir alimentos até que esteja bem acordado e sem os efeitos do anestésico na garganta. Poderá sentir-se inchado (ar introduzido através do endoscópio), contudo, isso passará rapidamente”, explica o gastroenterologista Elian Barros.

A chance do paciente ter que ficar internado ou sua alta hospitalar adiada devido a complicações da PCRE encontra-se em torno de 5%; complicações podem necessitar de cirurgia em 2% dos casos. “Injeção de contraste pode causar reações alérgicas, inflamação do pâncreas (pancreatite) e infecção do ducto biliar (colangite). Essas complicações são raras, mas podem requerer tratamento urgente, até mesmo cirurgia. É importante que informe seu médico presença de dor, febre, fezes escurecidas e vômitos nas primeiras 24 horas após a CPRE”, orientou o médico.

Tratamentos feitos por PCRE

Esfincterotomia – Se o raio-X mostra cálculo ou bloqueio nos ductos, poderá ser aumentado o tamanho da abertura dos ductos na papila (esfincterotomia). Isto é feito com um fio aquecido eletricamente, o qual o paciente não sentirá. Pedras serão removidas com cestas (Basket) ou balão.

Prótese – Pequeno tubo plástico ou metálico pode ser empurrado para dentro de áreas estreitadas nos ductos. Isto alivia a obstrução, permitindo o livre fluxo de secreções para o intestino.

Dreno nasobiliar – Pequeno tubo de plástico, longo e fino pode ser colocado nos ductos e trazido para fora através do nariz. Este ajuda a drenar a bile ou suco pancreático, e permite que novos raios-X sejam realizados com injeção de contraste no mesmo. A presença do dreno pode ser levemente desconfortável, mas não interfere com a alimentação.

Problemas tardios – É incomum que problemas biliares retornem meses ou anos após a esfincterotomia, mas icterícia, febre e até mesmo novas pedras podem surgir. Geralmente essas podem ser resolvidas com outro procedimento endoscópico. As próteses podem ficar obstruídas após vários meses. Isto resultará na ocorrência de icterícia, geralmente associada com febre e calafrios. Se isso acontecer, o paciente deve informar seu médico dentro de 1 a 2 dias porque necessitará de antibióticos e a consideração da troca da prótese.

  Publicado em: Governo

2 Responses to Isso é inovação!!! Hospital Geral realiza procedimento inédito na rede pública no Maranhão

  1. MARIA disse:

    É isso ai arrecassar as mangas e trabalhar, não ficar dizendo não tem dinheiro, sera que vai ser os 4 anos assim!

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