Espero que o Caso de Décio não se transforme como o de Ana Lídia em Brasília… Já se passaram 39 anos!!!

Publicado em   10/maio/2012
por  Caio Hostilio

Recebi um email de alguns amigos de Brasília, mais precisamente do Caseb, onde eles buscaram um crime que aconteceu na Capital Federal em 1973, que deixou todos chocados e que nunca foi elucidado, visto que entre os assassinos tinham filhos de figurões da época, que estudavam exatamente no Caseb e no Elefante Branco.

No inquérito policial consta que no dia 11 de setembro de 1973, uma terça-feira, a menor Ana Lídia Braga foi deixada no colégio Madre Carmen de Salles, na avenida L2  norte quadra 604, pelos pais Álvaro Braga e Heloysa Rossi Braga ás 13h30, sendo no carro também Álvaro Henrique Braga o filho do meio do casal. Logo após isso Álvaro teria sido levado até o Detran e dali seguido até a rodoviária. Seus pais em seguida foram para o DASP, onde trabalhavam.

Para melhor entender o caso, meus amigos anexaram essa matéria desse site: http://elsaniaestacio.wordpress.com

Segundo o jardineiro Benedito Duarte da cunha, a menina foi levada do colégio pouco depois da saída dos pais por um rapaz desconhecido alto e loiro (embora algumas testemunhas tenham dito ter visto um rapaz num taxi vermelho que se dirigiu no sentido da UNB.) O pai imediatamente comunicou á polícia que começou as buscas, inclusive revistando barracos da Vila Planalto. Lá, um garoto de 5 anos teria dito ter visto uma menina loira acompanhada por um indivíduo alto e claro indo na direção da UNB. Ainda no dia 11, foram encontrados, próximos ao Iatê Clube três cadernos, uma caixa de lapís de cor e uma fransqueira; a boneca de Ana Lídia que foi achada perto do quartel dos Fuzileiros Navais.

Foram feitos alguns pedidos de resgates, o primeiro no valor de 2 milhões de cruzeiros, que foi considerado como trote e outro no valor de 500 mil cruzeiros, que deveriam ser deixados perto da ponte do Bragueto pelo pai da criança. O corpo da menina só foi encontrado no dia 12 de setembro ás 13h no terreno da UNB por um grupo de policiais. Estava numa vala semi-enterrada, com os cabelos grosseiramente cortados. A perícia chegou ao local ás 13h30, e começou o levantamento do terreno. 

Análise de um crime bárbaro

Após a exumação do corpo de Ana Lídia Braga, os peritos constataram que a garota foi violentada enquanto estava viva, morrendo asfixiada por não resistir á pressão sobre o tórax e o rosto contra a terra. Havia ainda sinais de estrangulamento, o que se juntando aos sinais do estupro constituiu um crime atroz e monstruoso, sendo que vários médicos psiquiatras construíram o perfil psicológico como um pervertido sexual sádico. Segundo peritos, tal fato teria ocorrido entre 4 e 6 horas da manhã de quarta-feira, 12 de setembro de 1973. O corpo foi encontrado numa vala, com duas camisinhas usadas ao seu lado, onde ainda havia marcas de pneus de moto. 

As falhas de um crime impune

Um crime bárbaro, dois acusados, muitas suspeitas e nenhuma resposta. Entre tantos pontos obscuros sobre o assassinato de Ana Lídia, que completa 36 anos hoje, uma certeza permanece cristalina. Promotores, juízes, desembargadores, policiais e especialistas que acompanharam o processo são unânimes em afirmar que houve falhas na investigação. E o resultado não poderia ser outro: o crime ficará impune.

As investigações da Polícia Civil na época concluíram pela inocência de Álvaro Henrique Braga, irmão de Ana Lídia, e Raimundo Lacerda Duque. O delegado Mário Stuart, chefe da Delegacia de Homicídios, assumiu o caso uma semana após a morte da menina e instaurou o inquérito. Para ele, os dois são inocentes. ‘‘Só tenho uma hipótese para o crime: sexual’’, afirma. Ele diz que não conseguiu provas para apontar o autor.

A tese do delegado é contestada por especialistasem criminalidade. Apromotora do Tribunal do Júri de Brasília, Maria José Miranda, entende que uma pessoa sob efeito de drogas pode cometer crimes bárbaros como o que vitimou Ana Lídia. ‘‘Se fosse crime só sexual, os policiais fariam esforço para eximir da culpa os acusados’’, observa. Até a família de Álvaro não deu importância à carta e ao telefonema à polícia pedindo resgate para a devolução da menina.

Maria José atribui às falhas nas investigações a responsabilidade pela não condenação dos acusados. Apesar de não ter lido os autos, a promotora avalia que um dos erros mais graves é que a polícia não juntou ao inquérito o retrato-falado do suspeito, muito parecido com Duque. ‘‘Não precisava ser Sherlock Holmes para saber que um retrato-falado ajuda na resolução de um crime.’’ Ela acredita que se o crime tivesse ocorrido hoje a polícia o desvendaria. 

Sem empenho da família

Na época do crime, a polícia ignorou outras pistas, como o álibi usado pela família de Álvaro para inocentá-lo. A justificativa é de que ele teria ido à rodoviária e ao Detran. As marcas de pneu de moto encontradas ao lado da vala onde estava o corpo de Ana Lídia não foram confrontadas com a Yamaha de Álvaro. Os investigadores não foram às poucas farmácias que existiam no Plano Piloto apurar vendas recentes de camisinha. Na década de 70, a população não tinha o hábito de utilizar o protetor. 

O delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Delegacia de Homicídios e, segundo a promotora, um dos melhores investigadores do país, comentou o crime. Mas fez questão de ressaltar que não tinha acompanhado o processo, apenas leu a cópia do inquérito. ‘‘A impressão que tive é de que não houve vontade da família em desvendar o caso.’’ A forma como a criança deixou a escola chamou a sua atenção. ‘‘Ela não sairia de lá se não fosse com alguém conhecido.’’ Julião analisou o perfil do assassino e afirma que dificilmente ele assumiria um crime tão bárbaro. ‘‘Quando o homicida mata por raiva, é mais fácil conseguir a confissão.’’ Na opinião do delegado, quem matou deveria estar sob o efeito de drogas. 

O caso seria desvendado se na época existisse o exame de DNA. A diretora do Instituto de Pesquisa de DNA Forense da Polícia Civil do DF, Cláudia Regina Mendes, explica que na década de 70 o único exame possível com o esperma recolhido seria para excluir suspeitos.Falhas elementares na investigação, falta de cuidado com a conservação de provas e esquecimentos suspeitos colaboraram para que o criminoso não tenha sido punido. Relatório do agente Francisco Pedro de Araújo, elaborado três anos depois do assassinato, aponta as falhas da polícia: O retrato-falado do criminoso não foi anexado ao processo. 

Um dos métodos clássicos de investigação policial é a divulgação de documento com as principais características físicas de suspeitos de crime. Os dados são coletados por testemunhas. O retrato-falado do suposto assassino é muito parecido com Raimundo Duque, um dos acusados do crime. O delegado Mário Stuart, chefe da Delegacia de Homicídios na época, disse ‘‘não se lembrar’’ por que o retrato não foi anexado ao processo. Não foram feitas diligências em farmácias para tentar descobrir onde os suspeitos teriam comprado camisinha. 

Ao lado do corpo de Ana Lídia, a polícia encontrou duas camisinhas usadas. A promotora Maria José Miranda, do Tribunal do Júri de Brasília, considera uma falha grave não se ter checado onde o produto fora vendido e descobrir quem teria feito a venda. O vendedor poderia ter reconhecido o suposto assassino. Na época, havia poucas farmácias na cidade e camisinhas não eram utilizadas com freqüência. Não foi feito exame grafotécnico, comparando a escrita à mão com a caligrafia dos suspeitos. Os tipos usados na carta de resgate não foram comparados com os das máquinas de escrever da SAB, onde foi encontrada 

Um funcionário do Supermercado SAB, da 405/406 Norte, encontrou, sobre uma pilha de sacos de arroz, uma carta endereçada a Álvaro Braga, pai de Ana Lídia. Em texto escrita à máquina, num envelope manuscrito, o seqüestrador exige 500 mil cruzeiros pela devolução de Ana Lídia. O dinheiro deveria ser colocado num local próximo à Ponte do Bragueto até a sexta-feira 14. O álibi de Álvaro, de que fora à rodoviária e ao Detran, não foi checado a família dele deu essa versão à polícia. Caso o irmão de Ana Lídia tivesse ido mesmo aos locais, as pessoas que supostamente o atenderam poderiam ter confirmado ou não. Nem Álvaro nem os pais de Ana Lídia comentam o caso com a imprensa. 

“Quem não é culpada, grita e esperneia para provar a inocência”, comenta a promotora Maria José Miranda. As marcas de pneu de moto não foram coletadas, por molde de gesso, e nem comparadas com a Yamaha de Álvaro os vestígios estavam ao lado da vala onde o corpo da menina foi encontrado. Para a promotora Maria José Miranda, seria um indício de que Álvaro poderia ter estado no local. As freiras da escola onde Ana Lídia estudava só foram ouvidas mais de um ano depois do crime.

Segundo o ex-presidente do STJ Romildo Bueno, na época desembargador que julgou o caso, a polícia errou ao não ouvir as freiras do colégio Madre Carmem Salles no dia que Ana Lídia foi seqüestrada. 

O tumulo de Ana Lídia, que esta no cemitério Campo da Esperança, recebe visitas em datas como no seu aniversário de morte, dia das crianças e finados quando várias pessoas deixam flores brinquedos e outras homenagens ou pedindo graças que muitas vezes são atendidas, criando na sombra de sua morte peregrinações religiosa considerando- a uma santa pagã de Brasília.

Alguns comentários da matéria que fora publicada em 2009…

Maria do P. Socorro Goulart

Esse crime é um dos que não cala ao coração. Há cada instante, apesar do silêncio que o envolveu, para mim, torna-se mais vivo. É inadmissível saber que, por haver forte envolvimento de políticos (sim, porque seus filhos envolvidos implicam toda a família), essa barbaridade é mais uma que ficará impune. É importante que fique impune! Quanta covardia, não?! Segundo Magistrados, houve falha nas investigações. Chega a ser cômica uma conclusão dessa natureza, não? Claro! Tudo que envolve pessoas inconsequentes, políticos irresponsáveis, na sua maioria, filhinhos de papais, pricipalmente os de Brasília (são vistos muito mal, no Brasil inteiro), automaticamente, tem que se respaldarem falhas. Outracoisa muito importante: PARECE TRATAR-SE DE UM CRIME MILENAR, POIS EXAME DE DNA… rsrs… é complicado para o século XX. Enfim, a minha vontade é de comentar o dia todo, a vida toda sobre mais essa barbaridade. ATENHO-ME A DIZER QUE TODOS OS ENVOLVIDOS QUE AINDA ESTÃO VIVOS E OCUPANDO CARGOS PÚBLICOS, ATRÁS DE SEUS TERNOS LUXUOSOS, NÃO FUGIRÃO DA JUSTIÇA DIVINA. ACREDITANDO OU NÃO NUM DEUS, TODOS SERÃO PUNIDOS! E QUANDO ACONTECE ALGO A ELES, O MÍNIMO, POR EXEMPLO… IMPEACHMENT… EXONERAÇÃO… rsrs… NÃO SABEM O PORQUÊ E AINDA TENTAM COLOCAR DEUS NO MEIO DESSA PODRIDÃO DE VIDA. ANA LÍDIA NÃO PRECISA MAIS DE JUSTIÇA. ELA JÁ ESTÁ NOS BRAÇOS DE DEUS!

bibi
ate hj o crime ainda e lembrado sim, pais contam aos filhos esse crime barabaro e geral todo mundo diz que foi acerto de contas….por causa de drogas……..acho que a policia não procurou onde realmente devia…………….e uma pena brasilia guardar tamanha atrocidade….cada cidadao tem uma historia mas o suspeito e o mesmo……um misterio

destino certo

um crime barbaro, ediondo, doloso, com participaçao de filhos de politicos, ou seja mais uma vergonha no brasil, mas com certeza os infelizes que fizeram isto com ana lidia pagou ou vai pagar muito caro, pode ter certeza que a vingança do destino é certa para aqueles que acham que vao ficar impune.

Ionice Bezerra Simplício 

Eu me lembro muito bem deste caso .Nessa época eu tinha apenas onze anos .
Na época estavam envolvidos o irmão da Ana Lídia,Alvaro ,um rapaz chamado Fernandinho que não era o Collor de Melo ,o filho do Elmo Cerejo Faria que era ministro ou secretário na época ,que era Rogério Pitom Faria que foi dado o nome ao Parque da Cidade após a sua morte.

EU

ATÉ HOJE DIA 08 DE MARÇO DE 2012 NÃO CONSIGO ACEITAR TAMANHO DESCASO E OMISSÃO. PORQUE NÃO ABRIR ESSA INVESTIGAÇÃO E APURAR, TENHO CERTEZA QUE COM A TECNOLOGIA DE HOJE PODEMOS PROVAR QUEM FEZ ESTE CRIME TÃO BARBARO A UMA CRIANÇA. HOJE TENHO 37 ANOS, NEUS PAIS ME CONTARAM TUDO O QUE SAIU NO JORNAL NAQUELA EPOCA. JÁ PESQUISEI NA INTERNET E PUDE VER QUE DESDE MUITO TEMPO O BRASIL TEM SUJEIRA QUE O TEMPO NÃO APAGA. ALGUEM PORFAVOR DA JUSTIÇA FAÇA ALGUMA COISA E REABRA ESTE CASO. QUE DEUS ABENÇOE A TODOS. AMÉM

Elsânia Estácio

Eu fiquei chocando quando vi esse caso.. mas no mesmo ano teve o caso da Araceli, muito triste também, e os dois foram arquivados, conseguiram milhares de provas, mas não o suficiente para colcoar os assasinos na cadeia :/ mascreio que a JUSTIÇA DIVINA tardamais não falhaa1 Ela vai chegar para esses monstros.

  Publicado em: Governo

6 Responses to Espero que o Caso de Décio não se transforme como o de Ana Lídia em Brasília… Já se passaram 39 anos!!!

  1. ARNALDO CERES MALUF disse:

    Sobre a cassação de tua desgovernadora Roseana…
    Atualiza o teu blog ai compadre ! A ministra Carmem Lúcia mandou investigar se houve irregularidade na distribuição e não encontrou nada. Da mesma forma decidiu-se que o ministro Versianni tem competência sim para jugar o processo.

    • Caio Hostilio disse:

      Sabe o porquê de não ter escrito nada sobre isso? Exatamente para não falar baboseiras como essa que você terminou de falar agora. Essa decisão não é unilateral da presidente do TSE e não ele manda abrir investigação alguma… Essa decisão cabe ao colegiado, ou seja, numa sessão do TSE entra em pauta e os ministros debatem o recurso. Quem coloca esse recurso na pauta é a presidenta Carmem Lúcia. Agora, se ela vai colocar na próxima sessão ou daqui a um mês ou seis meses, só ele poderá responder… Entendeu? Na verdade, entrou o jogo do poder político e aí cabe quem tem mais força com a presidenta da Casa…. Portanto, tire suas conclusões.

  2. Marcel da Silva Marques disse:

    POSTA ISSO BLOGUEIRO…INTERESSA AO POVO O COMPROMISSO DE ROSEANA SARNEY…ELA ESTA ENGANANDO O POVO E SÓ OS BLOGUEIROS BABÕES QUE ESCONDE, VEJA A SITUAÇÃO DO MARANHÃO…
    Os governadore dos estados nordestinos andam preocupados com a possiblidade do Supremo Tribunal Federal derrubar as leis estaduais que concedem benefícios fiscais para empresas que se instalam ou pretendem se intalar em seus territórios.
    Ontem, o presidente do STF, ministro Ayres Britto, recebeu quatro governadores do Nordeste: Marcelo Déda (Sergipe), Ricardo Coutinho (Paraíba), Rosalba Ciarlini (Rio Grande do Norte) e Teotônio Vilela Filho (Alagoas). O assunto da reunião foi a discussão sobre os incentivos fiscais dados por alguns estados para as empresas.
    Eles estão preocupados com o fato do STF lançar um edital para a edição de súmula vinculante sobre leis estaduais que concederam esse tipo de incentivo fiscal. “Há várias ações que buscam decretar inconstitucionais essas leis argumentando que é guerra fiscal e que a Constituição Federal não acataria esse tipo de comportamento” disse o governasdor marcelo Déda.
    No Maranhão, por exemplo, caso essa leis sejam consideradas inconstitucionais, pode haver um abalo da economia do estado, além de provocar insegurança jurídica para aqueles que investiram , pois não saberão se terão de pagar os tributos que foram dispensados de pagar em razão dos incentivos.
    Empresas de grandes portes como Alumar, Vale, grandes siderúrgicas, mineradoras e as pertencentes ao maior empresário do país, Eike Batista, estão aqui porque consideram essenciais tais incentivos fiscais.
    Para atrair grandes investimentos que possam gerar empregos e renda, o governo do Maranhão teve que jogar com os incentivos fiscais e experimentar o crescimento proporcionado pelas empresas.
    Apesar da angustia dos governadores, menos de ROSEANA SARNEY que não foi ao encontro, o STF vai mesmo acabar com os incentivos, mas no Congresso Nacional está sendo discutida uma nova legislação para reduzir a guerra fiscal.

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