O mala sem alça pernambucano e os baús sem alça maranhenses!!!

Publicado em   30/jul/2011
por  Caio Hostilio

Alguém pode me dar uma definição precisa desta expressão idiomática maravilhosa, com exemplos de uso? É só usado para referir-se a pessoas? Por exemplo, é possível dizer que um problema pessoal etc. é uma “mala sem alça”? Existe em Portugal também, ou só no Brasil?

Olha, não sei se essa expressão é usada em Portugal, mas no Brasil se tornou um referencial para aqueles que gostam de tirar vantagem em tudo, querer ser o mais esperto, o inconveniente… O chato!!!

É certo afirmar que em todos os seguimentos sociais existe a figura do “mala sem alça”. Mas vamos falar de um que colocou como meta em sua vida chegar a Presidência da República e faz de tudo para alcançar, nem que seja como vice de Dilma em 2014 e, assim, superar o PMDB.

Estou falando do mala sem alça pernambucano… Vaselina todo, não perde as pequenas oportunidades para se mostrar como um líder e que todos o querem e o adoram… Não titubeou em usar o mochilão de Santa Inês para fazer o seu jogo na terra do Sarney, ou seja, mandar um recado ao Planalto e ao PMDB: “Meu partido quer ter candidatura própria em 2014. Se nos oferecer a vice, a gente abaixa as armas!!!”. Esse é jogo do partido dos “malas sem alça”.

O mala sem alça pernambucano é tão pesado… Que chegou a dizer que os baús sem alça do PSB estavam felizes com o ingresso do ex-neoliberal maleta no Partido Socialista Brasileiro.

Mas uma coisa foi hilária… O mala sem alça teve de aturar os baús pesados e sem alça do PSB!!! Tem que ser muito mala… Agüentar o ódio, a inveja e o rancor dos baús deve ter feito o mala pedir: “coloquem alças nesses baús e os retirem daqui”!!!

Uma coisa eu tenho que concordar… O baú-mor sem alça tem fibra, pois não deu um pio, contudo usou o baú sem alça-primo para servir de cicerone para o ex-tucano maleta e o baú sem alça-sobrinho para dizer que os baús não relutaram contra o ingresso do maleta no PSB. Quanta falta de alça!!!

Essa história me fez lembrar outra… Duas almas penadas deixaram o cemitério São Miguel e encontraram-se no Fórum, cada uma carregando a mala mais pesada; uma delas, cheia de corrupção, e a outra de bajulação e denúncias vazias, ambas, entupidas dos trapos da cornagem política do século: ex-prefeito Zé Baú tornou-se defensor do mala dorminhoco da Prefeitura. O Baú-mor vestiu a cara com máscara de ferro e, no papel de sacerdote, celebrou a missa negra do ‘perdão’. Cadê a vergonha, seu Baú-mor, desses outros baús? Ah! Me engana, que eu gosto. Me chama daquilo e de corno, que eu adoro e te perdôo. E você, Baú-sobrinho, vai ajudar a carregar a mala sem alça pernambucana e o maleta ou vai dizer que o mala dorminhoco tava brincando quando chamou o Baú-primo daquilo e você de coisa pior? É que tudo virou patacoada. Dá bem pra uma receita: bote tudo, os Baús sem alça, o maleta, o mala dorminhoco e o mala sem alça pernambucana, deixe fermentar com casca de abacaxi; depois, quebre três ovos e misture com farinha d’água para obter consistência; leve ao liquidificador até a cornagem virar suruba político-familiar. Ai! Como certas pessoas se merecem! Se todo pé tem o seu sapato, dá pra dizer que todo penico tem sua tampa e todo corno seu par de chifres.

Por fim, digo que pra acompanhar qualquer político em caminhadas, inauguração de comitê e carreatas, pra fotografar e ser fotografado, ainda que à força, ao lado de mocinhas e de candidatos machões. Ele não sabe se é ou não é, e fica na indecisão entre o dar e o ser comido. São coisas que nem Freud explica!!!

  Publicado em: Governo

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