A mídia tupiniquim e suas dúvidas!!!

Publicado em   29/jul/2011
por  Caio Hostilio

Estaria a mídia disputando quem dar a notícia em primeira mão?  O leitor se contenta apenas com a mera notícia, sem que seja mensurada, criticada ou questionada? Tenho minhas dúvidas!!! 

O jornalista tem realmente as verdadeiras informações de suas fontes? Ou devemos acreditar que as fontes estão sabendo utilizar bem seus “jornalistas” para expor o seu desejo, seja ele de ataque, de disfarce das verdadeiras intenções, de cobrança de seus interesses ou apenas jogar na mídia um factóide para ver se o seu propósito dará certo? 

Por outro lado, o jornalista se deixa levar e entra no jogo, sem que faça uma mensuração das informações. O jornalista deve dominar uma série de técnicas, mas a imagem do profissional com bloquinho ou microfone nas mãos ou digitando no computador não passa de folclore. Mais importante que saber o significado de palavras como “lead” ou “passagem” é compreender o alcance social de sua função. 

Veja um exemplo de como a mídia não oferece maiores esclarecimentos ao leitor: A mídia apenas se limitou a dizer que o ex-neoliberal Roberto Rocha ingressou no PSB, que se diz socialista… E daí? O leitor se contentou? Esse é o furo jornalístico? A meu ver isso não acrescenta nada ao desenvolvimento cultural, o fortalecimento do senso crítico e questionador. 

O leitor que ler a realidade dos fatos, a sua influência econômica, política e social, as mudanças ideológicas, o pragmatismo que vem tomando conta do mundo. O leitor que respostas e essas são dadas pelos formadores de opinião.   

É certo afirmar que o propósito do jornalismo é, ou deveria ser, apresentar à sociedade a informação que guiará a sua evolução, o seu desenvolvimento. 

Erros cometidos pelo jornalista podem não causar mortes ou catástrofes, como acontece na medicina ou na engenharia, mas podem levar informações infundadas e sem consistência alguma. Uma leitura desagradável e sem nenhum mérito para uma reflexão dos acontecimentos. O jornalismo perdeu sua essência!!! 

A função primordial de um jornalista é a de formar opinião. Assim, sua responsabilidade não se limita a descrever o que se passa na sociedade. Também deve contribuir para melhorá-la. A imprensa tem uma função cultural e até educacional, porque pressupõe-se que um bom leitor de jornais, além de saber das mazelas momentâneas da política ou da economia, também tem conhecimento do que de melhor a sua comunidade produz, tem noções de história e conhece a fundo seu próprio povo. 

Esse conceito, meio fora de moda, vigorava a todo vapor no tempo em que não se exigiam diplomas aos jornalistas, até porque as universidades não ofereciam esse curso. Os profissionais de então eram pessoas de sólida formação humanista, e exerciam sua atividade como sacerdotes. Não é o que ocorre nos tempos globalizados, quando os jovens procuram os cursos de jornalismo pensando exclusivamente no sucesso financeiro, além de sonhar com a aparição diária de seu rostinho no vídeo, na tela de um computador ou no alto de colunas nos jornais. 

O jornalismo brasileiro vive hoje uma crise sem precedentes. A banalização das pautas, a criação artificial de personagens e notícias estabelecem um círculo vicioso que envolve o leitor (consumidor) e destroem o senso crítico. Em seus espaços, controlam a notícia de acordo com as necessidades dos negócios. 

O que vejo hoje é uma agonia do jornalismo é parte do processo de imbecilização do País, em função das deficiências educacionais, da ignorância, da falta de ética, da corrupção em todos os sentidos, incluindo a mental, e do desinteresse generalizado pela construção de um Brasil melhor.

O jornalismo, chamado de quarto poder, é um serviço de utilidade pública. É – ou seria, teoricamente, um poder fiscalizador, olhos e vigia da sociedade, e a liberdade de imprensa, por essa razão, é uma das maiores conquistas que alcançamos nos últimos anos, em meio a muitas derrotas. Como serviço de utilidade pública, a imprensa deveria ter o compromisso primeiro com o crescimento cultural dos leitores; deveria prestar apoio ao sistema educacional, contribuir para o exercício do pensamento, da reflexão, do debate.

  Publicado em: Governo

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