
“Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar.” A mensagem incentivando a propagação da mentira de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil foi compartilhada na sexta-feira (25) e apagada posteriormente por George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo Lula.
A dinâmica de exploração eleitoral deliberada da notícia falsa foi seguida por figuras famosas da esquerda, que empregaram cinismo para surfar a onda do viral mentiroso sem incorrer no crime de difamação. Uma delas foi o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que, sem mencionar Flávio, publicou um vídeo afirmando:
“Tenho recebido mensagens de católicos preocupados com os rumos do país e com as notícias lamentáveis que estão circulando desde o dia de ontem. Preciso esclarecer que, enquanto o presidente Lula e eu estivermos governando este país, as tradições religiosas, tão sagradas para as famílias brasileiras, estarão protegidas e preservadas.”
A declaração de Alckmin não se harmoniza com falas recentes de Lula, que tem criticado publicamente aspectos centrais da tradição católica. Uma semana antes, o presidente havia deixado claro que reprova o celibato dos padres e o fato de a Igreja Católica reservar o sacerdócio aos homens. Em 2024, o presidente também se manifestou a favor da expansão do direito ao aborto, tratando-o como “uma questão de saúde pública”, contrariando a doutrina católica quanto à defesa da vida desde a concepção.
A primeira-dama Janja publicou uma foto de Lula segurando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, acompanhada de uma oração. Já Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento de Lula e candidata ao Senado por São Paulo, divulgou uma foto do Santuário de Aparecida com a mensagem: “Que Nossa Senhora Aparecida proteja o Brasil”. Parlamentares de esquerda também multiplicaram manifestações semelhantes.
A maioria das postagens ocorreu depois de a própria GloboNews, que veiculou uma das falas que mais ajudaram a propagar a informação falsa, ter publicado uma retratação, e de Flávio Bolsonaro ter desmentido a acusação contra ele.
Na sexta, André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que reproduziam a narrativa falsa. A decisão desencadeou uma nova ofensiva cínica: aliados de Lula passaram a acusar Mendonça de censurar manifestações religiosas. No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem em resposta a um pedido do humorista Antonio Tabet, cuja postagem sobre o assunto havia sido removida da rede social X.
Parlamentares de partidos de esquerda alimentaram a dinâmica de repercutir a informação mentirosa sem acusar diretamente Flávio Bolsonaro.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) publicou uma cópia do projeto de lei de 2007 que deu origem à controvérsia e associou seu autor ao bolsonarismo. Embora a proposta estivesse arquivada havia 18 anos, ela levantou a hipótese de seu retorno caso a direita vencesse a eleição e encerrou a manifestação com a frase “NINGUÉM TOCA NA PADROEIRA NOSSA SENHORA APARECIDA”.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) também recorreu ao cinismo para associar o projeto de 2007 a Flávio de forma indireta: “Apesar de a proposta ser de 2007 e já ter sido arquivada, qualquer movimento que sugira que ela pode retornar ao debate público pelas mãos de Flávio Bolsonaro, que quer ser presidente do Brasil, ou pelas mãos de seus aliados políticos, precisa ser observado com cautela e atenção.”
A divulgação envolveu ainda outras figuras ligadas ao campo governista, como Pedro Rousseff (PT-MG) e Anielle Franco (PT-RJ), que afirmou: “Nossa Senhora Aparecida, a nossa Padroeira Negra, é símbolo de fé, resistência e da própria identidade do povo brasileiro. Tentar apagar o seu título histórico para alimentar divisões políticas é um desrespeito com a nossa história e com milhões de católicos. A fé não é moeda de troca eleitoral, e a nossa herança religiosa e cultural não será tocada. Flávio Bolsonaro e sua corja, respeitem o nosso povo!”
A mensagem associava a rejeição eleitoral à família Bolsonaro à defesa de Nossa Senhora Aparecida e terminava com uma referência à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Monteiro confirmou à Folha de S.Paulo que a conta era sua, mas negou ter divulgado informação falsa.
Minutos depois, outro perfil publicou uma mensagem afirmando que grupos evangélicos pressionariam Flávio para retirar o título da padroeira caso ele fosse eleito. A sequência foi apontada pela campanha como indício de possível disseminação coordenada. O material apresentado documenta a proximidade temporal das primeiras publicações e a rápida propagação da narrativa.
A informação ganhou projeção nacional na noite de quinta-feira (24), quando a comentarista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, afirmou existir uma mobilização evangélica para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Durante sua análise, acrescentou que a suposta reação de católicos poderia favorecer Lula eleitoralmente. A GloboNews reconheceu posteriormente que a informação estava errada, esclareceu que o projeto mencionado havia sido arquivado em 2008 e pediu desculpas.
A controvérsia chegou à Justiça Eleitoral depois desta publicação do humorista Antonio Tabet: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. A postagem foi uma óbvia referência à família Bolsonaro, porque foi feita no contexto da informação falsa que circulava.
André Mendonça determinou a retirada da publicação. Antes de recorrer ao STF, Tabet divulgou um pedido de desculpas irônico, repetindo diversas vezes a expressão “família miliciana” e sustentando não ter identificado nominalmente os Bolsonaro. A ausência de menção expressa ao nome do candidato foi usada pela defesa do humorista para argumentar que a postagem não poderia ser considerada propaganda eleitoral desinformativa contra Flávio.
No domingo, Dino acolheu o pedido de Tabet e cassou a ordem de Mendonça.
Juristas criticam decisão de Dino
Juristas criticaram a decisão de Flávio Dino e apontaram problemas tanto no mérito quanto no caminho processual adotado pelo ministro.
Georges Humbert, pós-doutor em Direito pela Universidade de Coimbra, diz que a decisão de André Mendonça no TSE não impedia críticas, sátiras ou opiniões, mas apenas a divulgação como fato da afirmação de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
“A liminar do TSE preservava expressamente críticas, sátiras e opiniões. Ela atingia só a afirmação factual, reputada inverídica, de que o candidato queria tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira. Ao reembalar o caso como defesa da fé católica, a decisão desloca o debate do fato para a religião e acaba chancelando, por via transversa, uma narrativa sem lastro. Não é esse o papel do Supremo em pleno processo eleitoral”, afirma.
Humbert também critica o fundamento processual utilizado por Dino para estender sua decisão a outros casos. “Aplicar por analogia o art. 580 do CPP, que foi feito para estender a decisão a corréus em concurso de agentes, a uma representação eleitoral entre partes completamente distintas não é interpretação, é criação do direito. É o ativismo judicial em estado bruto, e a própria decisão admite que a reclamação tem efeitos apenas entre as partes”, disse.
“Dino autoriza uma fake news. De uma forma escandalosa, em um processo escolhido a dedo por advogados, mais uma vez. Mostra, assim, que aquele papo de regulamentar as redes sociais por causa das fake news era apenas o que é: censura e perseguição à direita. Agora, de modo escancarado!”, escreveu.
Publicado em: Política


O líder Fabio Gentil e o prefeito Gentil Neto mostram força pelas candidaturas de Orleans Brandão ao governo do Estado, da deputada Amanda Gentil à Câmara dos Deputados e de Daniella à Assembleia Legislativa do Maranhão, ao reunir milhares de pessoas num arrastão que tomou conta das ruas de Caxias.
“Lago da Pedra foi diferente. Uma das maiores caminhadas que eu fiz ao longo dessa trajetória.” A declaração de Orleans Brandão (MDB), candidato ao Governo do Maranhão, sintetizou a noite deste sábado (26) em Lago da Pedra, onde uma grande mobilização reuniu moradores da sede e da zona rural, vereadores e representantes de diferentes grupos políticos.
Ao lado de Orleans, estiveram a prefeita Maura Jorge, a vice-prefeita Almiralice Mendes, a ex-governadora e candidata ao Senado Roseana Sarney, o deputado federal Hildo Rocha, o candidato a deputado estadual Rui Jorge e a candidata a deputada federal Larissa DP. Juntas, as lideranças deram ainda mais força e representatividade ao ato, que marcou a união de diferentes grupos políticos em torno de Orleans e do projeto de um Maranhão que avance com trabalho, parceria e novos caminhos.
Em Lago da Pedra, o emedebista resgatou ações realizadas durante sua passagem pela Secretaria de Estado de Assuntos Municipalistas, como pavimentação, recuperação do estádio Waldirzão, entrega de máquinas e ambulância, implantação de bloquetes, poços artesianos e o Centro de Hemodiálise.
A partir desse histórico, defendeu a continuidade da parceria com o município e apresentou propostas para ampliar os serviços públicos. Entre elas estão a isenção de IPVA para motocicletas de até 80 cilindradas, o “Pix Saúde Já”, com parcerias com clínicas particulares para reduzir filas, escolas estaduais em tempo integral, uma escola cívico-militar em Lago da Pedra e a expansão do atendimento especializado a pessoas com deficiência e autismo.
“Eu só preciso de uma oportunidade de mostrar que o trabalho que eu fiz com o Maranhão Livre da Fome, eu sei fazer como governador. Eu tô com muita vontade de trabalhar”, ressaltou.
Uma verdadeira onda verde do 15 tomou conta de Lago dos Rodrigues neste sábado (26), com um arrastão que levou o candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), pelas ruas do município em meio a grande número de apoiadores e motos.
Acompanhado do deputado estadual Florêncio Neto e da candidata a deputada federal Larissa DP, Orleans destacou obras entregues ao município fruto da parceria com o Governo do Estado. “Através da nossa parceria chegou o Viva Procon, ambulância, retroescavadeira. E é esse trabalho que eu quero continuar. Se Brandão foi bom, eu vou ser ainda melhor. Não tenho dúvidas de que, com a força do povo, vamos fazer história a partir de 2027”, afirmou o candidato.
Orleans também recordou sua atuação à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas do Governo do Estado. “Ajudei muito essa cidade como secretário e sei que posso fazer ainda mais como governador. Cuidar de rico é fácil. O que queremos é cuidar de quem mais precisa”, declarou.
Ele reforçou ainda propostas de seu plano de governo, como a isenção do IPVA para motos de até 180 cilindradas, a criação do programa Pix Saúde, a ampliação do Trabalho Jovem, a qualificação do ensino médio e o programa Crédito Delas, voltado ao empreendedorismo feminino.
O prefeito Didi Moita destacou a relação construída com Orleans desde sua passagem pela Secretaria de Assuntos Municipalistas. “Eu estive com você quando foi secretário. E o povo de Lago dos Rodrigues lhe admira”, afirmou.
Orleans Brandão (MDB), candidato ao Governo do Maranhão, voltou a reunir uma multidão em mais um ato político. Na tarde deste sábado (26), São Luís Gonzaga do Maranhão ficou movimentada com a presença de moradores, lideranças e apoiadores que ocuparam as principais ruas e praças da cidade. Ao lado de Orleans estavam Davi Brandão (MDB), candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa, Roseana Sarney (MDB), candidata ao Senado, e Rubens Pereira Jr. (PT), candidato à reeleição para deputado federal.
O candidato foi recebido pelo prefeito Dr. Emanuel Filho e pelo vice-prefeito Luan Rogério. A concentração aconteceu na MA-247, que ficou pequena para a quantidade de pessoas reunidas. Em seguida, a mobilização tomou as ruas, com bandeiras, música e manifestações de apoio, enquanto mais moradores se juntavam à caminhada.
Ao final do percurso, Orleans Brandão voltou a se dirigir à população. Os discursos foram marcados pela apresentação de compromissos para São Luís Gonzaga e pela defesa de uma atuação próxima aos municípios, com destaque para a conclusão da MA-247.
Um dos principais compromissos apresentados pelo postulante ao Governo do Maranhão foi a conclusão da MA-247, que liga São Luís Gonzaga a Trizidela do Vale. Orleans lembrou que faltam cerca de 10 quilômetros para a conclusão da obra e afirmou que pretende entregar a estrada.
A sete dias das eleições, Orleans Brandão (MDB), candidato ao Governo do Maranhão, iniciou a manhã deste sábado (26) em Bacabal, onde foi recebido com entusiasmo pela população durante uma grande motocarreata pelas ruas da cidade. Em clima de festa, moradores acompanharam a passagem do candidato, acenaram e ocuparam as calçadas ao longo do percurso. Motocicletas e carros também participaram da atividade, que movimentou a cidade e deu novo impulso à campanha nesta reta final.
A programação reuniu importantes lideranças políticas do Maranhão ao lado do candidato emedebista, entre elas o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), a candidata ao Senado Roseana Sarney (MDB), o candidato à reeleição ao Senado Weverton Rocha (PDT), o candidato à reeleição a deputado estadual Davi Brandão (MDB) e a candidata à reeleição a deputada federal Iracema Vale (MDB).
Ao discursar, o candidato ao Governo agradeceu a recepção dos bacabalenses e pediu um voto de confiança para a disputa. “Gratidão a Deus por mais um dia nessa linda caminhada, gratidão a cada um de vocês. Essa eleição nós estamos entre dois projetos. Esse lado aqui está junto das pessoas que trabalham de verdade por aqueles que mais precisam. Quero pedir um voto de confiança de Bacabal, de quem já trabalhou como secretário, mas sabe que pode fazer ainda mais como governador do Estado do Maranhão”, afirmou.
Na sequência, o emedebista destacou a composição política reunida na cidade e a parceria com o prefeito Roberto Costa.“Esse time aqui está ao lado certo, ao lado do povo, ao lado do prefeito Roberto Costa e ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Juntos, Bacabal, nós iremos para uma grande vitória no dia 4 de outubro”, declarou.
O prefeito Roberto Costa agradeceu a participação da população e ressaltou a relação construída com o candidato ao longo dos últimos anos. “Meu sentimento é de gratidão pelo voto de confiança que vocês estão dando mais uma vez. Hoje é um momento especial, porque estamos aqui com o nosso filho. Eu preciso muito da eleição do meu amigo Orleans”, afirmou.
Ao lembrar a atuação de Orleans como secretário de Assuntos Municipalistas do Governo do Estado, o gestor destacou a parceria com Bacabal e citou ações realizadas no município.
As ruas de Caxias foram tomadas por uma grande mobilização política na manhã deste sábado (26). O Arrastão da Vitória, realizado pelas campanhas de Amanda Gentil, candidata a deputada federal, e Daniella, candidata a deputada estadual, reuniu milhares de pessoas em um percurso marcado por bandeiras, caminhada e manifestações de apoio.
A concentração aconteceu em frente ao Ginásio João Castelo, a partir das 9h. Segundo estimativa da organização, mais de 8 mil pessoas participaram do arrastão, acompanhando Amanda e Daniella pelas ruas da cidade.
Um dos grandes destaques do evento foi a presença do governador do Maranhão, Carlos Brandão, que participou da mobilização ao lado das candidatas, do prefeito de Caxias, Gentil Neto, e do líder político Fábio Gentil. A participação das lideranças deu ainda mais dimensão ao ato realizado neste sábado.
A corrida eleitoral chega em sua reta final, e com ela surgem as pesquisas de opinião para tentar dar uma previsibilidade aos resultados das urnas em outubro. A mais recente pesquisa Quaest aponta vantagem de Eduardo Braide (PSD), com 46% dos votos, sobre os 27% de Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo governo do Maranhão.
Sequer vou entrar no mérito da quantidade de pessoas ouvidas, haja vista que o instituto não divulga onde e de forma foram ouvidas as 900 pessoas. Só isso já mostraria muitas controversas, haja vista que o Maranhão é um estado grande, com 217 municípios com número de eleitores bem diferentes.

