Lula se manifestou a favor da redução da maioridade penal e agora recua sem qualquer justificativa
Lula enganou seu eleitor. De novo.
Durante a campanha eleitoral, o petista jurou de pés juntos que apoiaria a redução da maioridade penal. Disse isso expressamente em entrevista à TV Globo, às vésperas do segundo turno. Também se comprometeu a não aumentar a carga tributária e a trabalhar por aquilo que o próprio PT classificou como “justiça fiscal”.
Dez dias depois do segundo turno, veio o choque de realidade. O governo recuou do apoio à redução da maioridade penal e, de quebra, publicou uma medida provisória, durante a noite desta quarta-feira, 4, instituindo as regras de um novo tributo sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente: o chamado Imposto do Pecado.
A justificativa oficial é conhecida: desestimular o consumo desses produtos. É um argumento que merece ser considerado. Mas há uma questão incontornável: o Estado brasileiro continua encontrando novas formas de ampliar sua arrecadação, enquanto o contribuinte segue à espera de uma redução efetiva da carga tributária.
Governo novo, imposto novo…
O governo sustenta que, em 2027, as alíquotas foram calibradas para preservar a carga tributária atualmente incidente sobre os setores alcançados. Ainda assim, a previsão de arrecadação, estimada em cerca de 42 bilhões de reais, dá a dimensão da medida. Na prática, mais uma fonte de receita para um governo que precisa financiar suas próprias escolhas. Afinal, manter uma máquina pública cara e alimentar ambições eleitorais tem seu preço.
Na votação da PEC da Segurança Pública, a base governista apresentou uma proposta de redução da maioridade penal na tentativa de esvaziar outra iniciativa, defendida por parlamentares bolsonaristas. A emenda, de autoria do senador Camilo Santana (PT-CE), recebeu o apoio de parte dos petistas. Afinal, pegaria mal para Lula e seu partido se posicionar contra a mudança justamente na reta final da campanha.
A mudança do discurso da base de Lula sobre a redução da maioridade penal
Pois bem: passada a eleição, o discurso mudou. Lula telefonou para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pediu mais tempo para discutir o assunto. A solução veio rapidamente. Alcolumbre retirou a proposta da pauta e deixou a discussão para a Câmara dos Deputados. A expectativa agora é que a votação entre os deputados ocorra apenas no fim de novembro ou início de dezembro. Com esse calendário, há dúvidas sobre a possibilidade de o Senado concluir a tramitação e promulgar a mudança ainda em 2026.
É evidente que nem toda promessa pode ser cumprida e que governar exige negociação. Mas isso não dá ao governante um salvo-conduto para mudar de discurso conforme a conveniência política.
O problema não está apenas no Imposto do Pecado ou na decisão de adiar a discussão sobre a maioridade penal. Está na distância entre aquilo que se promete ao eleitor, aquilo que se defende durante a campanha e aquilo que efetivamente se faz quando chega a hora de tomar decisões. No fim das contas, a pergunta é inevitável: até que ponto Lula está disposto a cumprir os compromissos apresentados ao eleitor e até que ponto suas decisões são determinadas pela conveniência de permanecer no poder?
Por o antagonista
Publicado em: Política


MP define as alíquotas do novo tributo, que começa a valer em 2 de fevereiro de 2027; governo estima arrecadar R$ 41,9 bilhões no primeiro ano
A disputa pela presidência do Senado, marcada para fevereiro de 2027, já movimenta Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Com uma oposição fortalecida — o PL tem uma bancada de 29 senadores —, o atual presidente busca votos entre os recém-eleitos e negocia espaços e recursos.
Lulistas esperneiam mais uma vez contra o Banco Central, mas a solução para o problema dos juros está nas mãos do presidente há quatro anos
É importante trazer as verdades à tona, principalmente com coisas que perturbasd os alienados de plantão, que buscam com as mais diversas formas esdrúxulas de antecipar a disputa pela prefeitura de Caxias.
Primeiramente é preciso afirmar que a Prefeitura São Luís vem honrando com o repasse constitucional à Câmara Municipal de São Luís, conforme o Artigo 29-A da Constituição Federal.
Esse blog já denunciou aqui o calete que a gestão de Paulo Victor deu na mídia, deixando de pagar as PIs que deram origem ao Banner, conforme consta ainda hoje nesse blog, além da divulgação de matérias, deixando, com isso, a agência Clara e o diretor de Comunicação da Casa numa tremenda saia justa.
A reconstrução da BR-222, entre Chapadinha e o Entroncamento de Itapecuru-Mirim, avança com a implantação de uma base reforçada nos pontos de terra mole. É uma solução técnica que defendo há muito tempo e que, como sempre disse, já deveria ter sido adotada.
Livro do policial federal Jorge Chastalo Filho reúne relatos de conversas com o petista durante os 580 dias em que ele ficou preso em Curitiba
Assim que acabou as eleições, cujos opositores sequer ficaram a suplências de seus respectivos partidos, mostrando, com isso, que não possuem votos, passaram a atacar o prefeito Gentil Neto e o líder Fábio Gentil, com as mais estapafúrdias fake news, visando as próximas eleições.
