Ofício da SEDUC desmentir propaganda de Dino e que apenas 9 escolas substituem as de taipa

Publicado em   18/maio/2017
por  Caio Hostilio

A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) apresentou sua análise aos deputados sobre os dados enviados pelo Secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, e criticou o teor do ofício encaminhado pelo gestor. De acordo com o documento, o secretário confirma a entrega de apenas 83 escolas pelo governador Flávio Dino, sendo 10 de ensino médio construídas e mais 64 escolas reconstruídas. E a maior discrepância está no carro chefe do Programa Escola Digna, que é a substituição das escolas de taipa, em 2 anos de governo Flávio Dino só entregou 9.

“Ele tem um programa exclusivo para substituir as escolas de taipa e disse que ia mudar essa realidade. Não foi isso que o Governador disse? Mas vocês sabem quantas escolas de taipa, em dois anos de Governo, ele substituiu? 9. Apenas 9 escolas. Sabe em quantos municípios dos 217? 6. Quem diz não sou eu, é o próprio Secretário de educação. Depois o próprio secretário confirma: apenas 83 escolas reconstruídas e reformadas foram entregues. O governo do Estado fez uma propaganda, produzida e veiculada, com recursos públicos e, a partir do momento que ela é veiculada com recursos públicos do Estado, ela tem que ser verdadeira. E o que diz nesta propaganda? ‘Nós somos as novas escolas’, aí aparece escrito a frase: 574 novas escolas. No outro filme, ele diz que são 574 escolas reformadas. E ainda tem um terceiro filme. Não é que o secretário tenha mentido não, quem está mentindo é o governo ao dizer que construiu 574 novas escolas e o secretário não tem como provar isso porque não existe. Colocar na conta obra em fase de planejamento, ou faltando assinar ordem de serviço, ou em processo de licitação, outras em distrato, que não se sabe nem se irão ficar prontas, é um acinte”, explicou Andrea.

A líder de oposição também leu trechos do ofício em que o secretário de educação diz que a comunidade escolar é a principal responsável pelas condições precárias das unidades, uma questão de “ordem cultural”; e que há dificuldades no acesso de material e mão de obra.

“O governo é incompetente. Não consegue manter as escolas e faz um ofício deste culpando o povo pela depredação das escolas que ele não consegue manter. Ou seja, culpando os jovens, as crianças, os pais que não educam os seus filhos, os professores que não conseguem conter as crianças, isso que eles quiseram falar. O ex-secretário Ricardo Murad entregou os hospitais brilhando para o governador, porque tinha gestão, e o povo não depredou nada. Outra dificuldade que o secretário diz no ofício se dá pelo acesso de material e mão de obra para a execução dos serviços. Meu Deus do Céu! Ele diz que os trabalhadores do Maranhão não sabem reformar escola. Todos os hospitais do Estado, muito mais complexos de serem construídos, foram com a mão de obra do maranhense, valorizados pelo ex-secretário Ricardo Murad, e agora é difícil encontrar mão de obra para reformar escolas. Por último chega ao cúmulo de pedir neste ofício que seja criada pela Assembleia uma comissão para promover a conservação das escolas. Eu não acredito nisso! Que absurdo! A Assembleia tem que criar comissão é para fiscalizar as obras, reformas e reconstruções que não existem e não para fazer o que ele não faz”, avaliou a parlamentar.

Andrea Murad disse que a SEDUC não respondeu objetivamente às solicitações do seu ofício e reencaminhou a demanda para SINFRA, comandada por Clayton Noleto, para que sejam listadas as 574 “novas” escolas propagandeadas pelo governador Flávio Dino, com os nomes das unidades, endereços, obra realizada, valor, início e término da obra. O prazo para a resposta da Secretaria de Infraestrutura é dia 11 de junho. Ainda em seu discurso a deputada voltou a criticar o secretário Felipe Camarão que assumiu, via ofício, que a política de educação no governo Flávio Dino não tem planejamento e nem levantamento técnico confiável sobre a estrutura da rede.

“As obras de acordo com ele, quando diz que aparece situações no meio delas que precisa resolver, demonstra que eles não providenciaram um levantamento técnico, não fizeram um planejamento da obra. Realmente isso não tem como dar certo. Resumindo: o ofício do secretário e a mentira do governo só demonstram que o programa é uma falência, que o programa não presta, que o programa não funciona. Eles mesmos atestam a falência do programa. Criam que o governo construiu ou reconstruiu 574 novas escolas, não tem como provar isso porque não existe e fazem um papel deste”, finalizou Andrea.

  Publicado em: Governo

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