Aliado fiel do PT, e não pau mandado, PMDB deverá comandar o Congresso

Publicado em   14/jan/2013
por  Caio Hostilio

Cláudio Humberto

Eu sempre disse aqui que o PMDB é o partido mais profissional politicamente nesse país. Disse que enquanto as demais legendas brigavam pelas capitais, o PMDB venceu nos maiores colégios eleitoral dos estados, como mencionem o estado o Minas Gerais!!!

PMDB em ascensão

Por Pedro Luiz Rodrigues

pmdbNo início de fevereiro, Câmara e Senado definirão suas mesas diretoras para os próximos dois anos, período ao longo do qual se desdobrarão os movimentos do processo eleitoral que culminará nas eleições gerais de outubro de 2014.

É praticamente certo que PMDB assumirá a presidência das duas Casas parlamentares, deixando ao PT apenas os segundos lugares na estrutura do poder no Congresso, de muito menor relevância política e  visibilidade pública.

Essa perspectiva obviamente não agrada ao PT, que se percebe como posto de lado por uma agremiação que, sob muitos aspectos, é sua antítese.

Enquanto o PT é arrumado, ideológico, (relativamente) disciplinado e hierarquizado, o PMDB parece à primeira vista a casa-da-mãe-joana. 

Por se tratar na verdade de uma federação de lideranças regionais (aspecto que o faz, de algum modo, remontar à vida partidária do Império), as relações são mais horizontais do que verticais. Isso explica, de certo modo, o aspecto de balburdia e confusão.

Essa situação já levou, no passado, alguns analistas a conclusões equivocadas. Um importante cientista político carioca chegou mesmo a assinalar que os rostos dos integrantes do partido seriam quase todos de ilustres desconhecidos, muitos deles baseados mais em redutos eleitorais do que em plataformas sólidas.

Essa avaliação talvez possa valer para as eleições presidenciais, onde, de fato, o partido até hoje não conseguiu emplacar nenhum candidato de aceitação nacional. Mas a verdade é, pela via da coligação, o partido tem participado de maneira relevante de praticamente todos os governos que se instalaram no país depois do regime militar.

No ano passado, na sessão solene do Congresso Nacional que comemorou o 46º aniversário do PMDB, o presidente do Senado, José Sarney, definiu essa situação com uma frase: “O PMDB não tem dono”.

Sarney disse compreender que a opinião pública possa ter a impressão de que o partido enfrenta incessantemente divisões e lutas internas. Mas na verdade, a agitação é apenas um reflexo de sua democracia interna. O que poderia parecer patológico, observou, é um sintoma da vitalidade da legenda.

E concluiu: “Os outros partidos têm donos. Nós não temos, porque somos um partido de todos, um partido do povo brasileiro”.

Um dado é certo; o PMDB pode ser um aliado fiel, mas nunca aceitou o papel de ser um mero pau-mandado.

Ao defender os interesses regionais tende conseguir equilíbrios mais consistentes do que os movidos pela ideologia.

Os próximos dois anos vão ser muito interessantes. E o convívio entre o PT e o PMDB valerá ser acompanhado com a atenção. Prenuncio surpresas importantes.

  Publicado em: Governo

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