Se não houver contratempos, PMDB deve assumir a Câmara e o Senado em 2013

Publicado em   10/dez/2012
por  Caio Hostilio

O PMDB é um partido profissional no jogo político e sabe jogar diante do tabuleiro. O PT perdeu a Prefeitura de Belo Horizonte para o PSB/PSDB, enquanto isso o PMDB faturou as prefeituras das principais cidades mineiras. O mesmo ocorreu em São Paulo, onde elegeu 89 prefeitos e transformou Chalita numa espécie de menino de ouro do PT de Dilma e de Lula. O PMDB consegue, ainda, ser o partido mais fiel ao governo Dilma, por isso ela lavou as mãos!!!

Correio Braziliense

O Planalto cedeu às pressões do PMDB para ter dois anos de paz no Congresso e menos queixas por mais espaço na Esplanada. A contragosto, Dilma Rousseff concordou que o partido presida a Câmara e o Senado a partir de fevereiro de 2013. Coincidirá, justamente, com o segundo biênio do mandato da presidente, que decidirá se ela terá ou não chances de se reeleger em 2014. O preço da fidelidade é alto: um orçamento total de R$ 8,43 bilhões sob o comando dos futuros presidentes da Câmara e do Senado, provavelmente os peemedebistas Henrique Eduardo Alves (RN) e Renan Calheiros (AL), respectivamente. O montante para investimentos é menor: R$ 287,19 milhões.

Os presidentes da Câmara e do Senado ditam a pauta de votações, autorizam a instalação de comissões parlamentares de inquérito e comandam acordos com os parlamentares para a aprovação ou a derrubada de projetos de interesse do governo. Em casos extremos, decidem pela abertura ou o arquivamento de pedidos de impeachment contra o presidente da República. O PT sempre temia que o PMDB tivesse tanto poder nas mãos. Não teve jeito. Dilma espera, com isso, que o partido diminua a pressão por mais espaço na Esplanada.

  Publicado em: Governo

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