Não se brinca e subestima o Congresso Nacional, Dilma!!!

Publicado em   21/mar/2012
por  Caio Hostilio

Eu já venho dizendo isso aqui há bastante tempo!!! A presidenta Dilma acha que está acima do bem e do mal, que tem o apoio popular e que, por isso, pode governar sem a necessidade do Congresso Nacional… Lendo Engano!!! Collor pensou o mesmo e foi cassado por causa de uma Elba!!! Não esqueça que uma CPI da Casa da Moeda pode reverter todo esse apoio popular em questão de dias, além de que não venceu com 100% dos votos dos brasileiros!!!

O Senado nem precisou dar a resposta… Quem deu a resposta foi a Câmara Federal, hoje (22), que após muita discussão, a Casa não votou a Lei Geral da Copa. Simplesmente o DEM, PPS e o PSDB prometeram obstruir as votações, caso não fosse definida a data de votação do novo Código Florestal. PSD e deputados do PR, do PP e do PMDB ligados à bancada ruralista também anunciaram essa posição.

Vejam como uma maioria esmagadora se transforma rapidamente no Congresso Nacional!!! O presidente da Casa disse que é preciso fazer com que os líderes e o governo cheguem a uma posição e permitam a votação da proposta.

As respostas estão sendo mais rápidas do que o esperado!!! Dilma parece não ter aprendido nada com o mestre Lula… Ainda está apenas para zagueiro espanador e não para um meio campo articulador de jogadas!!!

  Publicado em: Governo

4 Responses to Não se brinca e subestima o Congresso Nacional, Dilma!!!

  1. wilson disse:

    Caio,
    Esses espasmos moralistas do Planalto cheiram a amadorismo. A Presidente precisa entender que os políticos hoje defenestrados foram aqueles que ontem a elegeram e que deram sustentação ao Lula, permitindo assim a sua eleição. Nesse jogo não tem virgem.

    • Caio Hostilio disse:

      É o que acho… Se ela pensa que vai governar sozinha com sua turma, está redondamente enganada…

  2. wilson disse:

    Caio,
    Aproveito para transcrever matéria do blog do Merval.
    Enviado por Merval Pereira – 22.3.2012| 10h29m

    União impossível
    O sociólogo Francisco de Oliveira, fundador do PT e já há algum tempo em dissidência depois de ter ido para o PSOL, definiu bem a crise política que o governo vive na gestão Dilma Rousseff em entrevista concedida ao portal online do Instituto Humanitas Unisinos: as supostas qualidades da Presidente estariam sendo consumidas “no apagar o fogo amigo” de uma coalizão que não tem qualquer identidade programática.
    Para ele, o governo Dilma “é a amostra da impossibilidade de manter-se, no longo prazo, o tipo de conciliação ampla dos dois mandatos do governo Lula”.
    Oliveira diz que “a sociedade brasileira é cada vez mais complexa para que seus interesses contraditórios sejam envelopados numa fórmula carismática”.
    Para ilustrar bem a situação, no mesmo dia em que o Ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho dizia que a crise estava superada, o governo sofreu duas derrotas interligadas entre si na Câmara.
    Sintomaticamente, pela análise corrente no Palácio do Planalto os problemas do governo com a Câmara seriam menores do que com o Senado.
    O engano na avaliação custou ao governo derrotas emblemáticas que atrasaram a votação da Lei Geral da Copa e do Código Florestal, que os ruralistas querem votar antes.
    Ao mesmo tempo, os ruralistas uniram-se à oposição para derrotar o governo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
    Por 38 a 2, foi aprovada a admissibilidade de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que determina que passe pelo Congresso Nacional a demarcação de terras indígenas, o reconhecimento de terras quilombolas e a definição de áreas de preservação ambiental.
    Esses desencontros da base aliada – o governo só contou com os votos dos chamados partidos de esquerda – acontecem numa área que, como todo o governo, está dividida entre dois setores.
    Os ruralistas têm que ser contentados com a designação do Ministro da Agricultura, e os assim chamados movimentos sociais têm que dar o aval para o Ministro do Desenvolvimento Agrário.
    Foi por isso, aliás, que recentemente o Ministro Afonso Florence foi demitido quase em segredo, para dar seu lugar ao deputado Pepe Vargas, também do PT. Tudo para agradar os setores sociais, especialmente os ligados ao MST e à reforma agrária.
    Já Mendes Ribeiro, do PMDB, não é da bancada ruralista, mas teve seu apoio ao ser nomeado Ministro da Agricultura.
    As mais recentes derrotas do governo podem custar a permanência no cargo da Ministra Ideli Salvatti, a cuja atuação à frente do ministério das Relações Institucionais atribui-se boa parte dos erros que o governo vem cometendo desde que resolveu enfrentar a chantagem dos partidos aliados sem, no entanto, mudar nem a orientação do governo nem o conceito de coalizão a qualquer custo.
    A situação está tão grave que até mesmo alguns analistas governistas começaram a acusar a oposição de não dar respaldo à Presidente Dilma quando ela tenta fazer “a coisa certa”.
    Não há no horizonte nenhuma indicação de que a Presidente Dilma pretenda alterar sua base de sustentação política, o que significa dizer que não há espaço político para que a oposição se ofereça para respaldar as ações do governo contra sua própria base aliada.

    • Caio Hostilio disse:

      A política vive das alianças e nunca vai mundar… hoje é regida pelo pragmatismo, não existe ideologia, o jogo é bruto pelo poder e não se deve nunca comprar uma briga com o Congresso Nacional, pois de repente uma maioria esmagadora pode se tornar uma minoria esmagadora….

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