Brasil não tem estrutura para identificar o desenvolvimento de superdotados

Publicado em   19/mar/2012
por  Caio Hostilio

Renata Mariz

Para cada criança ou adolescente superdotado no Brasil, há outras 140 mentes brilhantes anônimas. O número de talentos não identificados e, portanto, desperdiçados no país chega a 1,2 milhão de meninos e meninas — considerando a estimativa mais rigorosa da Organização Mundial da Saúde, de 3% de detentores de altas habilidades em qualquer população analisada. Reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC), entretanto, só existem 9.208 alunos, das redes pública e privada, nas turmas da creche ao ensino médio, incluindo as séries para jovens e adultos. O Distrito Federal se destaca, com a maior proporção de superdotados, cerca de 5%.

“Países que já perceberam que esse capital humano pode ajudá-los a crescer socialmente passaram a investir, alcançando o índice aceito hoje na literatura, de 15% a 20% de alunos altamente capazes. Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, entre outros, têm políticas sérias”, afirma Maria Cristina Dellou, presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação. No Brasil, embora haja legislação, programa federal e recursos para trabalhar com os superdotados, faltam professores capacitados para identificar e lapidar os talentosos, na avaliação de Maria Cristina, que é doutora em educação.

Comentário do blog:

O debate sobre educação no Brasil é apenas superficial. A última Lei que introduziu uma linha pedagógica no Brasil foi a 5692/71, com o tecnicismo, que retraiu o corpo discente e o deixou longe de ser um cidadão crítico e questionador, apenas a seguir e responder o que o professor deseja, através de suas provas objetivas, coisa usada ainda em vestibulares e concursos públicos. Os professores são despreparados porque continuam dentro de uma linha pedagógica voltada para aulas expositivas e não dialogadas, coisa bem tecnicista.

A LDB 9394/96 apenas maquiou e não determinou a linha pedagógica a ser adotada no Brasil, apenas se limitou a regularizar responsabilidades das etapas educacionais e os controles das verbas.

Para piorar a situação, a LDB 9394/96 erra quando joga a responsabilidade do ensino infantil para os municípios, esquecendo que ali está à alfabetização, exatamente a fase proximal da criança, o momento em que ela precisa de professores especialistas. O professor dessa fase educacional nos USA, Japão e Coréia do Sul são os mais bem pagos e sempre estão em constante formação.

Algumas escolas particulares brasileiras adotam as linhas pedagógicas interacionista e montessoriana, mas ainda esbarram na falta de professores preparados para conduzirem e se adaptarem a essas linhas inovadoras de ensino/aprendizagem…

  Publicado em: Governo

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