Tudo continua dantes como na Roma Antiga. Ah!!! Com uma diferença: A hipocrisia era menor…

Publicado em   12/dez/2011
por  Caio Hostilio

Para começarmos as comparações, podemos fazer uma analogia com a CPI do R$ 1,5 milhão de propina com uma escolha do famoso imperador Calígula. Ele viu que no Senado só tinha sanguessuga e propineiro, com isso resolveu inovar… Pensou, pensou… Nomeou Incitatus, o seu cavalo, senador.  

Calígula queria mostrar que aqueles parasitas só queriam as benesses do império e dos tributos. O senador Incitatus teve os mesmos direitos de seus pares, ou seja, 18 assessores, vestes caras, banhos perfumados e sauna conjunta com os demais parlamentares. Mesmo assim Incitatus saiu mais barato, pois não fazia falcatruas, não fraudou o orçamento, não pediu estatua em sua homenagem e só se alimentava de feno e alfafa. Calígula mostrou que Incitatus foi o melhor senador romano…

Mas é impressionante como herdamos tudo da Roma Antiga. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.

De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica (Só gente boa, sangue bom): gregos, etruscos e italiotas – pelos nomes dá até medo!!!

Daí começa a exploração… A sociedade, nesta época, era formada por patrícios (nobres proprietários de terras) e plebeus (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes.

Agora começa a política… Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.

A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.

Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).

Como não poderia faltar a politicalha, tinha as mesmas ladainhas que não passam de Pão e Circo. Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

E aí mudou alguma coisa?

  Publicado em: Governo

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