Os vereadores e a covardia com o ensino público de São Luís

Publicado em   12/nov/2011
por  Caio Hostilio

É importante lembrar as vésperas de se comemorar 400 anos de fundação da cidade de São Luís, o descompromisso dos vereadores da capital maranhense em se opor ao surgimento dos famigerados e inconseqüentes Anexos Escolares, uma estúpida “solução” defendida por irresponsáveis técnicos da prefeitura, alegando cumprimento a determinação do Ministério da Educação em 1996, quando fora questionada a proporcionalidade do quantitativo do Cadastro Geral da Rede do Ensino Público dessa capital, em relação a sua população informada pelo IBGE.

Merece reflexão a implicação gerada pelo cumprimento dessa tal exigência, do modo como fora irresponsavelmente “solucionada”, não foi suficiente para sensibilizar na pratica a época e desde então os vereadores ludovicenses, quando inicialmente quase 100 mil alunos de Escolas Comunitárias foram excluídos do Cadastro oficial da Rede de Ensino Público municipal, em total desrespeito aos alunos e professores envolvidos, inclusive às suas famílias.

Entretanto no momento em que o município de São Luís oficialmente em seu território contabiliza mais de um milhão de residentes, verifica-se que o volume de Recursos garantidos no Orçamento Geral da capital sanluisense destinados a sua Rede de Ensino Público, complementados por Recursos do governo federal para atender esse mesmo objetivo, visivelmente não tem sido suficientes para suprimir a caótica realidade desses Anexos Escolares, no tocante ao Ensino Público municipal sem qualidade do jeito como há décadas continua sendo prestado para dezenas de milhares de alunos, se observada à questão da falta de transporte notadamente no caso da ilha Jacamim e Tauá-Mirim localizadas ao sul dessa capital; Merenda Escolar inexistente ou sem padrão nutricional; inexistência ou precariedade de Materiais Pedagógicos, Didáticos, Limpeza e Expediente, Biblioteca, Internet, além da inconcebível falta de funcionalidade da grande maioria dos prédios que abrigam inclusive os alunos dos famigerados Anexos Escolares.

Chama atenção outro fator negativo a exemplo da preocupante desmotivação demonstrada pelos abnegados professores da Rede de Ensino Público da capital maranhense, justamente por falta de salários dignos, que somado à falta de providencia estrutural, infraestrutural e estruturante por parte do poder público municipal, gerador de inquietantes conseqüências quanto o tipo de Ensino Público municipal sem qualidade, e desse modo “prestado” há décadas a população dos alunos envolvidos, sem que merecesse uma discussão séria e suprapartidária no plenário da Câmara.

Afinal, ainda, nós, municipalidade sanluisense, contamos com uma grande maioria de vereadores, que se diz supostamente comprometida inclusive com o Ensino prestado pela famigerada Rede do Ensino Público de uma cidade que sob essa caótica realidade, comemorará sem qualquer perspectiva de melhoria inclusive no Setor de Educação Pública Municipal, 400 anos de história?

  Publicado em: Governo

6 Responses to Os vereadores e a covardia com o ensino público de São Luís

  1. luis disse:

    Caio, sou professor da rede pública e tenho um contrato com a Secretária Educação. Até o presente momento em que lhe escrevo ainda não foi efetuado o pagamento do mês de setembro, tenho percebido que existe uma certa negligência com o pagamento dos prestadores de serviço da educação, apesar de realizarmos os mesmos serviços dos professores nomeados. O que acontece com o setor de recursos humanos da Secretária de educação e a Secretaria de Planejamento? Passei a semana buscando informações junto a esses setores da administração, sobre previsão de pagamento e, as respostas são sempre evasivas, um setor fica jogando para o outro como se ninguém soubesse de nada. O modelo de prestação de serviços na educação não é algo novo, entendo que já era tempo de haver um planejamento profissionalizado para lidar com essa rotina pois, a impressão que fica é sempre de um amadorismo no trato dessa questão por parte da administração.
    ps: deixei uma copia desse post no seu email, espero que não fique chateado, de forma que, se responder aqui ou lá para mim está valendo.

    Atenciosamente,
    Luiz Henrique Viegas Rodrigues

    • Caio Hostilio disse:

      Luis, nenhum profissional deve ser desrespeitado e, principalmente, não receber por seus serviços prestados. Um professor já não recebe um bom salário, mas continua dando sua aula, pois pensa nos alunos. Agora, cumprir com uma carga horária, planejar aulas, corrigir provas, avaliar desempenho, com o objetivo para que exista ensino/aprendizagem e não receber seu salário é no mínimo desumano com uma classe que deveria ser valorizada. Fica aqui registrado o meu repúdio…

  2. luis disse:

    Esclareço que o contrato é com a Secretaria Estadual de Educação

  3. luis disse:

    um documento que eu poderia mandar seria um contracheque só que nem isso é mandado para escola, vou mandar uma cópia de um extrato do internet banking

    • Caio Hostilio disse:

      É preciso um documento que comprove a responsabilidade, pois assim poderemos cobrar de quem é o responsável.

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