Pior que na ditadura: deputados repudiam ação de empresário contra moradores do Itaqui-Bancaga

Publicado em   06/out/2011
por  Caio Hostilio

Antes de entrar no assunto propriamente dito, essa prática é típica de regimes autoritários, arbitrários, covardes, cuja lei que prevalece é a do mais forte… Cadê os direitos constitucionais desse país, que diz que todos são iguais perante a lei? Qual serão as providências cabíveis das autoridades competentes para esse caso relatado abaixo? Quem pagará os prejuízos as famílias que tiveram suas casas e plantios simplesmente queimados? Ou devemos acreditar que as leis só servem para resguardar os interesses  burgueses?

Os deputados Jota Pinto (PR) e Stênio Resende (PMDB) ocuparam a tribuna da Assembleia Legislativa na manha desta quinta-feira (6), para repudiar a derrubada, seguida de incêndio, de 42 casas da comunidade denominada Nova Ilhinha, localizada na área do Itaqui-Bacanga, às margens da BR-135, ocorrida na noite de quarta-feira (5). 

Para Jota Pinto, a ação foi injusta, pois as pessoas moravam na comunidade há mais de 16 anos, cultivando hortas e bananas. “Vi, de perto, as 42 casas sendo derrubadas incendiadas. O agravante maior foi presenciar que a maioria dos moradores não pode nem tirar os seus pertences das suas casas”, lamenta. 

Jota Pinto afirmou que a derrubada das casas foi feita porque uma empresa alega que comprou a área da União em 2004. O parlamentar informa que esteve na área e pediu para sua assessoria jurídica acompanhar o caso. Ele promete solicitar informações sobre a legalidade da venda da área para a Secretaria de Indústria e Comércio.

“As pessoas expulsas da área são mães de família, pais de família e estão com suas famílias jogadas. Crianças e idosos estão cobertos com apenas uma lona. Mesmo que essa empresa tenha conseguido a área legalmente, não pode mandar 20 homens derrubar e tocar fogo nas casas, e deixar as pessoas jogadas na rua”, disse Pinto.

Da mesma opinião compartilha o deputado Stênio Resende (PMDB). O parlamentar teve informações que a área, de cerca de 50ha, foi comprada o ano de 2004 por um grande empresário do agronegócio do Maranhão, por intermédio de um vendedor conhecido somente por Maurício. 

Stênio Resende avalia que a questão é preocupante, porque as 42 famílias moravam na área, há mais de 16 anos, cultivando a terra, por meio de hortas e roças que produziam milhares de frutas, verduras e legumes. “As famílias faziam da área em questão o seu sustento e a alimentação diária”, observa.

Depois de todo esse relato dos parlamentares, quem deu o direito desse imbecil de mandar queimar os pertences de pessoas humildes? Prefiro não acreditar que a Justiça, o MPE e a Polícia foram coniventes com esse ato de barbárie… Caso foram coniventes, merecem todo tipo de repúdio da população.

Por outro lado, esse imbecil metido a deus, que diz ter adquirido tal terra pagará os prejuízos dessas famílias? Vamos, MPE, Justiça e os governos Municipal e Estadual, essas famílias vão ficar no prejuízo ou esse “deus” vai pagar os prejuízos?

  Publicado em: Governo

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