PT paz e amor: Libera alianças com os partidos que integram a base aliada de Dilma

Publicado em   05/set/2011
por  Caio Hostilio

Pela primeira vez, o PT conseguiu dar o sinal verde, com folga, a alianças com todos os partidos que integram a base aliada ao governo Dilma Rousseff. A decisão foi tomada ontem no terceiro e último dia do 4º Congresso do PT que, de quebra, deixou uma porta aberta ao novo PSD. No caso do controle da mídia, houve recuo, com aprovação de uma moção de apoio em vez da resolução que era prevista.

Ao longo de quase duas horas, a centro-esquerda petista fez três tentativas de colocar o PMDB fora das alianças, todas derrotadas. Além da emenda formal citando o partido, houve um pedido para priorizar alianças com o PCdoB, o PDT e o PSB, e a sugestão de criar um núcleo programático de esquerda apresentada pela Mensagem ao Partido, tendência do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. O próprio presidente do PT, Rui Falcão, se inscreveu para defender o PMDB: “Quando se colocam esquerda e centro-esquerda, está se excluindo o PMDB nosso principal aliado nas eleições. Tenhamos clareza: O PT não se diluiu nos pontos programáticos. Nossa militância não tem medo de aliança porque comanda o processo dirige o programa e não perde identidade”.

“Pela primeira vez, não aprovamos alianças prioritárias só com os partidos de esquerda. Foi um avanço”, disse o lider do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Ele comemorou também as mudanças no estatuto, que, em defesa da lista fechada e do financiamento público de campanha na reforma política, o PT passa a instituir o rodízio dos mandatos parlamentares. A regra estabelecida no congresso do partido limita a três mandatos consecutivos o tempo máximo que um deputado eleito pelo PT poderá permanecer na Câmara. No Senado, a permanência máxima será de dois mandatos.

O presidente do partidoem Minas Gerais, deputado Reginaldo Lopes, afirmou que a regra interna derruba o argumento dos contrários à instituição da lista fechada, pois o rodízio impede que a cúpula da legenda domine todas as eleições. “Os críticos da lista fechada dizem que a direção partidária vai se perpetuar no poder. Mas essa mudança no estatuto derruba essa possibilidade.” O primeiro dos três mandatos consecutivos será contado a partir de 2014. Assim, só em 2026 os parlamentares reeleitos estarão impedidos de concorrer novamente pela legenda. Outra medida aprovada no congresso estipula cota de 20% de participação da Juventude PT nas eleições, para garantir renovação dos quadros de representação.

  Publicado em: Governo

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