A mídia tem poder realmente?

Publicado em   11/ago/2011
por  Caio Hostilio

Hoje, consideram a mídia como o quarto poder… Mas como? Se ela não decide? O certo é que a mídia se tornou um instrumento forte nas mãos dos mais diversos seguimentos da sociedade, principalmente os relacionados ao político.

É certo afirmar que a mídia informativa é um importante espaço de poder, debate e mediação de conflitos. Estar na mídia é sinônimo de existir. Ela define os assuntos sobre os quais as pessoas conversam dentro de casa, nas reuniões sociais, no ponto de ônibus e no trabalho. Em outras palavras, a mídia tem o poder de selecionar e hierarquizar temas, definindo prioridades. É nesse contexto que se pode afirmar que a imprensa tem muito poder e uma responsabilidade social muito grande na configuração da agenda de debates de uma sociedade.

O poder Judiciário, por exemplo, não esperava que a mídia invadisse o tão fechado tribunais e, hoje, sabe-se que muitos juristas se questionam: “qual é o papel da mídia em nossas vidas e conseqüentemente, que papel ela exerce em decisões judiciais?

Não se pode negar que inúmeros são os casos em que a mídia pune, indiscriminadamente, pessoas e empresas em virtude de um clamor público existente. Não cabe aqui a citação direta destes casos, mas se procurar no seu subconsciente vai lembrar-se de quantas pessoas ou empresas você já julgou em casa, sem nem ao menos saber a verdade completa dos fatos. Aí está uma falha, visto que a mídia as vezes ultrapassa de seus limites investigativos, cujos resultados podem não ser convincente ao Judiciário.

Contudo, muitas denúncias – feitas embasadas em documentos comprobatórios e fatos concretos -, são que dão a transparência que o coletivo precisa saber.

É assim que a mídia alimenta seus clientes. Dá a eles informações “quentes” sobre determinado assunto, seleciona imagens ou declarações que julga serem mais convenientes, e manda para sua casa, via televisão, jornal, rádio ou internet.

Muitas vezes o que é apresentado ao público não é verdade total dos fatos, e não estou falando em mentir sobre determinado assunto, e sim omitir fatos ou argumentos que poderiam inocentar réus, nem que fosse apenas a nível público.

É necessário que empresas e advogados saibam utilizar a mídia a seu favor. É preciso mostrar o outro lado da moeda, o como as coisas podem ser vistas de forma diferente, e nem sempre aquilo que parece é. A notícia ruim vem ao natural, isso é fator comprovado, até mesmo pelos ditados populares, já a notícia boa deve ser trabalhada, levada a público, requer um esforço maior para se tornar pública.

O que quero questionar aos leitores é: como julgamos aquilo que vemos? Questionar se existe mais alguma coisa além do que nos é mostrado? Saberíamos fazer uma reviravolta?

Quando se fala de influência da mídia, a primeira coisa que vem a cabeça da maioria das pessoas são os casos negativos, como a maioria dos temas abordados no nosso blog. O poder que os veículos de comunicação têm para mobilizar as pessoas é muito grande e pode ser usado para o bem ou para o mal. Já mostramos exemplos dos impactos negativos desse poder, mas existem inúmeros aspectos positivos.

Campanhas de doação de sangue, de vacinação, de incentivo à reciclagem, para economizar água, pela paz, para ajudar pessoas, e muitas outras, quando divulgadas e incentivadas pela mídia ganham proporções enormes e trazem resultados muito além do esperado.

Como podemos ver, é preciso saber usar a mídia, coisa que a população ainda não soube fazer, ou seja, mensurando informações e fazendo seus questionamentos críticos. Assim chegaremos a uma consolidação concreta da democracia no Brasil.

  Publicado em: Governo

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