Zé Doca: Saúde negligente!!!

Publicado em   30/maio/2011
por  Caio Hostilio

O prefeito de Zé Doca, Natin, disse que iria privatizar a saúde do município para que a população tivesse uma saúde digna. Pura balela e falta de respeito com as pessoas pobres desse Estado.

Zé Doca é um município de Media Complexidade, com isso deveria ter o discernimento que deve atender dentro das prerrogativas que o SUS exige para essa modalidade.

Meu sogro, uma agricultor, que já passou por quatro cirurgias cardíacas, isso em Teresina com recursos próprios, além de ter sofrido um derrame, cujo tratamento também foi pago em Teresina.

De repente ele começou a passar mal – não falava, não controlava mais uretra e deixou de reconhecer as pessoas, além de uma febre. Os filhos o levaram para o Cesp, o hospital de média complexidade de Zé Doca. Chegando lá, demorou a ser atendido pelo médico de nome Francisco, que estava em outro procedimento. Ao atendê-lo apenas o olhou, mediu sua pressão, deu um medicamento e o mandou para casa.  

Convenhamos que o médico não respeite a vida humana, pois um paciente de alto risco jamais poderia ter sido mandando de volta para casa. Se cumprisse realmente o juramento que fez, manteria o paciente no hospital, ao menos em observação por 24 horas, haja vista que seu quadro, mesmo baixando a pressão, é de cuidados médicos e não de pessoas leigas. Disse aos familiares que caso voltasse a passar mal que o velasse de volta para o hospital. Essa atitude mostra o despreparo dos médicos aqui no Maranhão – independente de sua especialidade -, pois uma plantonista tem que saber que o caso de um paciente de alto risco pode ter uma parada cardíaca ou até mesmo um derrame de maior propoção, com isso era necessário que continuasse no hospital, onde possa ser atendido imediatamente por um profissional.

Falei com o diretor do hospital, senhor Francisco Lima, que garantiu que iria averiguar tais procedimentos e que somente na semana passada teria demitido três médicos. Ora bolas!!! Um paciente de alto risco não pode esperar por averiguações que não levam a nada.

Disse a ele que ao menos arrumasse uma ambulância para transportá-lo para São Luís, onde o internava até num hospital particular, mesmo já estando numa situação financeira complicada com os gastos que tive em Brasília também por motivos de saúde.

É certo afirmar que nas baixas, médias e até nas altas complexidades, os médicos – nem sei se posso chamá-los dessa forma, seria melhor sanguinário -, mandam os pacientes para que morram em casa e não no hospital, além de haver, por todo o Brasil, a máfia dos hospitais com as funerárias, coisa que já deveria ter vindo à tona.

Não posso conceber que um médico – isso já implica na sua péssima formação nas universidades -, diagnosticar um paciente demonstrando deficiências que podem levá-lo ao óbito, sem que tenha feito um exame sequer, apenas buscando um histórico. Isso é Medina?

O SUS precisa urgentemente passar por uma reformulação, além de uma fiscalização “in loco” dos desmandos e falta de comprometimento com a coisa pública, cujas prefeituras não cumprem com suas obrigações.   

Que uma coisa fique registrada aqui. Caso o meu sogro, um simples lavrador, venha a falecer, entrarei na Justiça contra a Prefeitura de Zé Doca por negligência, mau uso do dinheiro público e a falta de respeito a um ser humano.

No afã de defender o indefensável, o radialista de Zé Doca, Constantino, disse que eu estava induzido por conversas dos meus cunhados, pois a saúde de Zé Doca está uma “maravilha” e que irá me desmentir, pois falou com o “médico” Francisco, que teria perguntado a minha sogra, uma mulher semi-analfabeta, quais os sintomas que ele estava tendo. Cabe uma pergunta bem lógica nessa história: Por que o médico não fez esses questionamentos ao paciente? A desculpa dada foi que ele estava tomando um medicamento oral… Acham que estão lidando com idiota? Caso ele estive consciente, com certeza qualquer médico perguntaria diretamente a ele, que sabe realmente o que está sentido e não tirar por base informações dentro do senso comum de uma mulher semi-analfabeta.

Segundo Constatino, o médico perguntou a minha sogra se era necessária a permanência do meu sogro no hospital, ela e os filhos vendo a situação disseram que não, que o levariam para casa. O médico apenas liberou o paciente de alto risco, aconselhou que ele continuasse a tomar os medicamentos que o médico de Teresina passou e procurasse um cardiologista. E caso passasse mal retornasse ao hospital. Isso é brincadeira!!!  

Um paciente de alto risco é de responsabilidade do médico e não de uma pessoa leiga, ainda mais semi-analfabeta.

Querem enganar quem!!!!

  Publicado em: Governo

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