Auto ajuda: Para que os politiqueiros deixem de falar sobre o SUS dentro do senso comum.

Publicado em   18/maio/2011
por  Caio Hostilio

Você, politiqueiro, tem falado muita besteira? Cansado de seus pares reclamarem? Quer ser ao menos boa companhia em todos as sessões do legislativo? Basta seguir os 5 passos abaixo:

1- Ouça.

2- Pense no que você ouviu.

3- Pense no que você quer falar.

4- Pense se falar vale mais a pena do que ficar em silêncio.

5- Fale, mas somente quando tiver conhecimento em sua essência sobre o assunto.

Essas dicas até mesmo uma criança de 10 anos consegue aprender…

Portanto, antes de falar sobre saúde, a construção de hospitais, a reorganização do SUS no Maranhão, leia abaixo o que disse o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Organizar o SUS significa organizar as redes de atenção”

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não tem dúvida de que o país vive o principal momento político para a área. Contudo, há pela frente importantes desafios, que passam pela reorganização do SUS e pela reformulação das redes de atenção, passando por mudanças no sistema de remuneração de profissionais.

Estratégia central da gestão será a intensificação do movimento de regionalização do SUS, a fim de se definir a coordenação das políticas em territórios, com abrangência superior aos municípios. Por meio dessa política, poderá ser consolidada uma relação direta de compartilhamento com os governos estaduais, formando uma rede interfederativa. “Nós temos que organizar o SUS, e organizá-lo significa organizar as redes de atenção; a lógica instante entre a atenção básica versus média complexidade versus alta complexidade é uma lógica que não vê a realidade do usuário que passa por todos esses níveis de atenção”, explica Padilha.

Sobre a não implementação da regionalização do SUS até agora, Padilha disse que há duas questões que foram decisivas para não se concluir o processo de regionalização do SUS. Uma é o fato de o passo inicial do SUS ter sido a descentralização. E a diretriz inicial da descentralização foi mais forte do que qualquer outro processo; isso fez com que, desde o começo, se iniciasse uma relação muito direta entre governo federal e os governos municipais, que é quem de fato assumia a saúde pública – todo o processo de ampliação do SUS passava pelas gestões municipais, para assumirem a responsabilidade pelas redes… Nenhum país do mundo tem 100 milhões de pessoas cobertas por um programa de atenção básica de saúde.

O problema é que o debate só da descentralização deixou uma lacuna, que é a questão da coordenação das políticas num território que é mais amplo do que o município, que é o território onde você pode ofertar o conjunto de atenção à saúde. A atenção integral à saúde, necessariamente, só é ofertada para uma pessoa numa rede, que começa com a atenção básica, passa pela possibilidade da oferta de especialistas na média complexidade, e pela alta complexidade. Essa rede ultrapassa o limite de um território municipal; ela necessariamente exige uma articulação que supera o território municipal e que exige uma relação direta de compartilhamento com os governos estaduais.

Quanto as responsabilidades, Alexandre Padilha falou que já tem o Pacto de Gestão do SUS, construído nos últimos seis anos. Trata-se da idéia de definir os repasses entre União, Estados e municípios, por meio de compromissos globais assumidos entre eles. Estamos buscando criar a idéia do contrato entre União, Estados e municípios, e que esse contrato estabeleça as metas, os compromissos a serem assumidos e quais as estratégias para alcançar essas metas. Nesse contrato terá a idéia do indicador de garantia de acesso, que é o quanto se oferece, no SUS, para aquela região e para as necessidades daquela população especifica.

“Para cada região, vamos ter um mapa, para ver, por exemplo, o que é ofertado no sul daquela região hoje, quais são os serviços, quais são as equipes, quais as redes, qual a lógica de acesso às redes e qual a necessidade de saúde daquela população. Os governos estaduais passam a assumir um papel importante de coordenação naquela região. Volta-se a valorizar o papel dos governos estaduais, na definição do plano para aquela região; ao mesmo tempo, os governos estaduais passam a se comprometer e dividir a gestão daquela rede com os municípios”, explicou Padilha.

“O debate sobre a formação de médicos e especialistas não pode ser um debate descolados das necessidades do SUS, no mundo inteiro é assim; onde se estabelecem as diretrizes de onde tem que se formar e quais são as especialidades, daquilo que é financiado pelo poder público, é feito com o sistema nacional de saúde e com o sistema nacional de educação”, falou o ministro.

Para saber mais e não falar baboseiras e imbecilidades, leia mais aqui.

  Publicado em: Governo

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